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Oficina de pedra da era do Segundo Templo é descoberta em Jerusalém

Antiga oficina foi descoberta durante operação de vigilância disfarçada que tinha como alvo uma gangue organizada de saqueadores de antiguidades

Antiga oficina de ferramentas de pedra foi encontrada em Jerusalém - Crédito: Divulgação/JNS

Uma oficina de produção de ferramentas e recipientes de pedra datada do período do Segundo Templo foi descoberta de forma inesperada em uma caverna na região de Jerusalém, anunciou a Autoridade de Antiguidades de Israel.

O espaço, situado nas encostas orientais do Monte Scopus, veio à tona no mês passado durante uma operação de vigilância disfarçada que tinha como alvo uma quadrilha organizada de saqueadores de antiguidades, informou o órgão estatal.

Segundo os arqueólogos, a descoberta reforça a avaliação de que a área ocupava posição estratégica ao longo da principal rota utilizada por peregrinos judeus vindos do leste — incluindo o Vale do Jordão, a região de Jericó, comunidades da Transjordânia e localidades ao redor do Mar Morto. Os recipientes produzidos ali provavelmente eram vendidos nos mercados de Jerusalém, tanto para moradores quanto para visitantes em peregrinação.

Cinco suspeitos detidos durante a operação noturna estavam equipados com amplo material de escavação, como gerador, ferramentas de extração e detector de metais. Segundo o portal Jewish Chronicle, após a prisão, inspetores encontraram centenas de fragmentos singulares de vasos de pedra espalhados pela caverna.

De acordo com Eitan Klein, vice-diretor da Unidade de Prevenção de Roubo da Autoridade de Antiguidades, oficinas desse tipo, que são voltadas à produção de recipientes de calcário associados às práticas de pureza ritual judaica, já eram conhecidas nas colinas da Judeia. No entanto, a nova descoberta é considerada especialmente relevante por ampliar a compreensão do conjunto arqueológico da região.

Outras estruturas

Além da oficina, escavações recentes identificaram outras estruturas do mesmo período, como túmulos, grandes reservatórios de água, um banho ritual judaico (mikve) e até uma pedreira de calcário, indicando a existência de um complexo produtivo e religioso mais amplo.

Atualmente, os vasos de pedra recuperados estão em exibição em uma nova mostra no Campus Nacional Jay e Jeanie Schottenstein para a Arqueologia de Israel.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.