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Obras de Cézanne, Renoir e Matisse foram roubadas em apenas 3 minutos na Itália

Obras roubadas de museu situado nas proximidades de Parma são avaliadas em aproximadamente 9 milhões de euros (cerca de R$ 54,4 milhões, na cotação atual)

"Natureza morta com cerejas", de Paul Cézanne, está entre as obras roubadas - Crédito: Divulgação/Magnani Rocca

Três obras assinadas por Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse foram roubadas de um museu nas proximidades de Parma, em uma ação que durou impressionantes três minutos. Juntas, as pinturas estão avaliadas em aproximadamente 9 milhões de euros (cerca de R$ 54,4 milhões, na cotação atual).

O crime se deu no dia 22 deste mês, na Fundação Magnani Rocca, situada na Villa dei Capolavori, na zona rural da região. Na ocasião, quatro homens encapuzados arrombaram a entrada principal e seguiram diretamente até a chamada Sala Francesa, localizada no primeiro andar, onde as obras estavam expostas.

Conforme informações do portal O Globo, estão entre os itens levados ‘Les Poissons‘, de Renoir; ‘Natureza-morta com cerejas‘, de Cézanne; e ‘Odalisca no terraço‘, de Matisse. O alarme foi acionado durante a ação, o que impediu que outros trabalhos fossem levados. Os suspeitos, no entanto, conseguiram escapar escalando uma cerca.

Telas roubadas

A tela de Renoir, produzida por volta de 1917 em óleo sobre tela, é considerada a mais valiosa do trio, com estimativa de 6 milhões de euros. O conjunto das três obras atinge os 9 milhões, o que coloca o episódio entre os furtos de arte mais expressivos registrados recentemente na Itália.

A obra de Cézanne, datada de cerca de 1890, integra uma série de naturezas-mortas com cerejas e se destaca por ter sido executada em aquarela, técnica rara na produção do artista, restrita aos últimos anos de sua vida, segundo a fundação. Já a pintura de Matisse, de 1922, retrata duas figuras: uma repousando ao sol e outra segurando um violino.

Grupo agiu de forma estruturada

Em nota, a instituição afirmou que o grupo agiu de maneira estruturada e organizada, indicando que havia a intenção de levar mais peças, frustrada pelo disparo do sistema de segurança e pela rápida resposta policial.

O caso está sob investigação dos Carabinieri, com apoio da unidade especializada na proteção do patrimônio cultural baseada em Bolonha. A ocorrência só foi divulgada publicamente no domingo.

O episódio se soma a outros crimes recentes envolvendo instituições culturais, como o roubo de joias no Museu do Louvre, registrado em outubro do ano passado. Segundo o Globo, a Fundação Magnani Rocca foi criada no ano de 1984, após a morte do compositor e colecionador Luigi Magnani, em sua residência familiar.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.