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Neta de John F. Kennedy revela câncer terminal: ‘Viva, talvez por um ano’

Tatiana Schlossberg, jornalista e neta de Kennedy, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda após dar à luz

Neta Kennedy
Tatiana Schlossberg - Getty Images

Tatiana Schlossberg, jornalista e neta do ex-presidente americano John F. Kennedy, revelou em um ensaio pessoal que foi diagnosticada com um câncer terminal aos 35 anos.

A descoberta aconteceu pouco depois do nascimento de sua segunda filha, em maio de 2024, quando exames de sangue feitos no pós-parto mostraram uma contagem de glóbulos brancos extremamente elevada.

O resultado acendeu imediatamente o alerta dos médicos, levando à investigação que culminou no diagnóstico de leucemia mieloide aguda, uma das formas mais agressivas da doença.

No texto, Schlossberg relata que até então levava uma vida ativa e saudável. Mesmo no fim da gestação, mantinha rotinas de exercício que incluíam corridas, esqui e longas sessões de natação. A velocidade com que sua saúde mudou após o parto tornou o choque ainda maior.

Os médicos também identificaram que seu tipo de leucemia apresenta uma mutação genética rara, conhecida como “Inversão 3”, presente em uma pequena parcela dos casos e associada a um prognóstico mais severo. Por essa razão, ela foi informada de que talvez tivesse menos de um ano de vida.

Durante o último exame clínico, meu médico disse que conseguiria me manter viva, talvez por um ano”, escreve ela.

Quadro da neta de Kennedy

Desde o diagnóstico, Tatiana passou por diferentes frentes de tratamento: sessões intensas de quimioterapia, transplante de medula óssea — incluindo um procedimento com células da própria irmã — e participação em ensaios clínicos que testam novas abordagens de imunoterapia. Ainda assim, os especialistas deixaram claro que não existe um protocolo padrão eficaz para o tipo de mutação que ela apresenta.

No ensaio, a jornalista expõe as angústias mais íntimas diante da perspectiva de deixar dois filhos pequenos, um menino de 3 anos e uma menina de 1 ano. Ela escreve que teme que as crianças “não se lembrem dela”, sentimento que atravessa o texto com dureza e resignação. Tatiana também reflete sobre o impacto emocional do diagnóstico em sua mãe, Caroline Kennedy, afirmando que sente ter acrescentado “mais uma tragédia” a uma família já marcada por perdas históricas.

Além do relato pessoal, Schlossberg dirige críticas ao primo Robert F. Kennedy Jr., atual secretário da Saúde dos Estados Unidos, por promover cortes em pesquisas médicas, inclusive em tecnologias que poderiam beneficiar pacientes com câncer. Para ela, decisões desse tipo reduzem as perspectivas de avanço científico que poderiam, um dia, ajudar pessoas em situações semelhantes à sua.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.