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NASA divulga imagens de “teias de aranha” em Marte

Formações geológicas misteriosas que lembram teias de aranha foram registradas em alta resolução em Marte

Curiosity Marte
Panorama da sonda Curiosity - NASA

Na última semana, a NASA divulgou imagens inéditas do rover Curiosity mostrando de perto uma extensa rede de estruturas geológicas que se assemelham a teias de aranha na superfície de Marte. Embora a semelhança com teias seja impressionante, trata-se de um padrão de cristas rochosas entrelaçadas, fruto de processos naturais que ocorreram há bilhões de anos no planeta vermelho.

Essas marcas, conhecidas pelos pesquisadores como formações de “boxwork”, surgem como cristas baixas de rocha resistentes que se estendem por grandes áreas, com pequenos espaços arenosos entre elas. Vistas do espaço, essas estruturas lembram verdadeiras teias, mas na verdade são o resultado de uma sequência de eventos geológicos.

Aranhas em Marte?

O Curiosity, que explora Marte desde 2012 como parte da Mars Science Laboratory, passou cerca de seis meses estudando essa região cheia dessas formações intricadas no flanco do Monte Sharp (Mount Sharp). As imagens capturadas pelo rover mostram, em detalhes, como essas cristas se organizam e levantam questões importantes sobre a história da água no planeta.

Segundo os cientistas, essas cristas podem ter se formado quando água subterrânea antiga fluía através de fraturas no solo marciano, depositando minerais ao longo de veios rochosos. Com o tempo, o vento e a erosão removeram as partes de rocha mais fracas, deixando para trás apenas as veias mineralizadas mais resistentes — que hoje aparecem como linhas cruzadas semelhantes a uma teia. Este processo deixa um padrão que percorre extensões consideráveis da superfície, visível tanto do solo quanto de imagens orbitais.

Para os pesquisadores, esse tipo de formação é muito mais do que uma curiosidade visual: ele indica que houve circulação de água líquida no passado de Marte, possivelmente mais tarde na história do planeta do que se pensava anteriormente. A presença prolongada de água subterrânea é um dos fatores que torna Mars um objeto central na busca por sinais de condições que poderiam ter sustentado vida microbiana em eras antigas.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.