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Mulher se torna a sobrevivente mais velha do Holocausto

Após revisão de documentos, Malka “Mollie” Horwitz foi oficialmente reconhecida como a sobrevivente mais longeva do Holocausto ainda viva

Sobrevivente Holocausto capa
Mollie Horwitz, de 113 anos - Divulgação: jewishmiami.org

Uma nova verificação de documentos históricos levou pesquisadores a reavaliar a idade de uma sobrevivente do Holocausto que vive na Flórida — e a descoberta pode colocá-la entre as pessoas mais velhas ainda vivas que testemunharam diretamente o genocídio nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Malka “Mollie” Horwitz, residente em Miami Beach, teve sua idade analisada por especialistas em longevidade após o surgimento de dúvidas sobre o ano exato de seu nascimento. A investigação comparou registros antigos, incluindo documentos produzidos na Europa antes da Segunda Guerra Mundial, com informações registradas posteriormente nos Estados Unidos. O resultado indicou que Horwitz provavelmente nasceu em 1913, e não em 1916 como constava em alguns registros mais recentes.

A revisão elevou sua idade estimada para mais de 110 anos, condição que a coloca no grupo raro dos chamados supercentenários — pessoas que ultrapassam essa marca. O processo de validação foi conduzido por pesquisadores ligados ao Gerontology Research Group, organização internacional dedicada ao estudo da longevidade humana e à confirmação documental de idades extremas.

Sobrevivente do Holocausto

Horwitz nasceu na região que hoje corresponde à Lituânia. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua vida foi profundamente marcada pela perseguição nazista aos judeus. Quando as tropas alemãs invadiram a área em 1941, ela foi confinada no gueto de Vilna, um dos principais centros de aprisionamento da população judaica no Leste Europeu. Ali, viveu por cerca de quatro anos em condições extremamente difíceis.

Grande parte de sua família foi morta durante o conflito, incluindo seu marido. Em meio ao colapso da Europa devastada pela guerra, Horwitz conseguiu escapar e posteriormente deixou o continente. Após o conflito, ela e o filho se reuniram e acabaram se mudando para Cuba antes de migrar definitivamente para os Estados Unidos.

A família chegou a Miami com poucos recursos, iniciando uma nova vida praticamente do zero. Ao longo das décadas, Horwitz construiu sua história no sul da Flórida, onde vive até hoje cercada por filhos, netos e bisnetos.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.