Morte de empresário amigo do príncipe William desperta guerra por empresa
Morte de empresário que engoliu abelha durante uma partida de polo teria desencadeado um intenso conflito familiar em torno do controle de empresa

A morte repentina do empresário indiano Sunjay Kapur, aos 53 anos, após engolir uma abelha durante uma partida de polo, desencadeou um intenso conflito familiar em torno do controle da Sona Comstar, uma das principais fabricantes de autopeças do país, avaliada em R$ 19,7 bilhões.
Rani Kapur, mãe de Sunjay e matriarca da família, expressou seu descontentamento com a recente nomeação de um novo presidente para a empresa, ocorrida em 23 de junho. Em uma carta endereçada ao conselho da Sona Comstar, Rani levantou questionamentos sobre as circunstâncias da morte de seu filho, classificando-as como “suspeitas e inexplicáveis”.
Em sua comunicação, a matriarca alegou que alguns membros da companhia teriam se aproveitado do luto familiar para efetuar mudanças significativas na gestão e usurpar o legado dos Kapur. “É lamentável que, enquanto a família e eu ainda estamos de luto, algumas pessoas tenham escolhido este momento como oportuno para tomar o controle e usurpar o legado familiar”, escreveu ela na missiva obtida pela BBC.
Rani também denunciou que foi pressionada a assinar documentos sob circunstâncias que considera inadequadas e que isso reflete uma suposta conspiração em torno da morte de Sunjay para afastar a família do comando da empresa. Embora os documentos oficiais indiquem que a causa da morte foi um ataque cardíaco decorrente de uma reação alérgica à picada da abelha, a matriarca continua insistindo na necessidade de uma investigação mais aprofundada. O empresário era, segundo o portal Monet, amigo do príncipe William.
Legado comprometido
Um representante de Rani declarou ao The Telegraph que as preocupações levantadas por ela reforçam a ideia de que o legado familiar está sendo comprometido e que não há disposição para investigar as verdadeiras causas da morte de Sunjay.
A carta também destaca que o pai de Sunjay havia designado Rani como única beneficiária de seus bens. Mandhire, irmã de Sunjay, se manifestou em apoio à mãe e reafirmou seu compromisso em preservar os desejos e interesses do irmão falecido.
Por outro lado, o Grupo Sona argumenta que Rani não ocupava nenhuma função executiva na empresa há mais de seis anos. A situação é ainda mais complicada com a entrada da viúva de Sunjay, Pria Sachdeva, que foi recentemente nomeada diretora não executiva da companhia. Ela divulgou um laudo médico legal indicando que a morte do empresário ocorreu por causas naturais ligadas a problemas cardíacos preexistentes. A solicitação feita por Rani às autoridades britânicas para investigar as circunstâncias da morte foi, no entanto, negada.