Morre Joan Kennedy, ex-esposa de Ted Kennedy, aos 89 anos
Joan Kennedy, ex-esposa de Ted Kennedy, Joan morreu pacificamente em sua casa, em Boston.

A pianista e educadora Joan Bennett Kennedy, primeira esposa do senador norte-americano Ted Kennedy, morreu pacificamente enquanto dormia em sua casa, em Boston, nos EUA, aos 89 anos. A morte foi confirmada na madrugada desta quarta-feira, 8,.
Segundo informações da People, a GoLocalProv publicou um obituário anunciando a notícia. Ela morreu de causas naturais enquanto dormia em sua casa. A notícia caiu como uma bomba e causou comoção no meio político dos Estados Unidos.
Nascida em 2 de setembro de 1936, em Nova York, Joan cresceu em uma família católica e demonstrou desde cedo grande talento para a música clássica. Depois de se formar em Educação, construiu uma carreira como pianista e professora, cultivando uma vida discreta e voltada à arte antes de conhecer o homem que mudaria seu destino.
Ela conheceu Ted Kennedy em 1957, por meio de Jean Kennedy, irmã do futuro senador. As duas eram colegas no Manhattanville College, e a amizade acabou aproximando Joan do caçula do poderoso clã político. No mesmo ano, o casal ficou noivo, e, em 1958, trocou votos em uma cerimônia tradicional em Bronxville, cidade onde Joan havia sido criada.
O casamento, que durou 22 anos, trouxe três filhos: Kara, Ted Jr. e Patrick. Apesar da imagem pública de família exemplar, os bastidores foram marcados por tragédias e escândalos que colocaram o nome dos Kennedy novamente sob holofotes. Em 1969, o acidente em Chappaquiddick, no qual uma passageira morreu, afetou profundamente o casal e ampliou o desgaste emocional de Joan.
Ao longo dos anos seguintes, ela enfrentou o peso das manchetes sobre as infidelidades do marido e a pressão constante de ser uma Kennedy. Reservada e sensível, Joan buscava refúgio na música — um conselho que, segundo ela mesma contou, veio da cunhada Jackie Kennedy, que via na arte um caminho para manter a serenidade.
Entre a dor e a reconstrução
Com o tempo, Joan reconheceu publicamente sua luta contra o alcoolismo. Em entrevistas, relatou como o vício se tornou um refúgio diante das dificuldades, mas também como encontrou força nos Alcoólicos Anônimos para reconstruir sua vida. A recuperação, dizia ela, era um processo “de um dia de cada vez”.
Nos últimos anos, manteve-se afastada da vida pública, vivendo de forma tranquila em Boston. A morte de Joan Kennedy encerra uma história marcada por perdas, mas também por coragem. Mais do que uma figura dos bastidores de uma dinastia, ela será lembrada como uma mulher que, mesmo entre as tragédias, buscou harmonia — na vida e no som do próprio piano.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli