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Meteoro de brilho intenso é registrado no céu do Rio Grande do Sul

Observatório Heller & Jung capta meteoro “bola de fogo” atravessando a atmosfera com magnitude impressionante

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Meteoro registrado no Rio Grande do Sul - Observatório Heller & Jung/Divulgação

Na noite de 30 de dezembro, um meteoro de brilho intenso foi registrado cortando o céu sobre o estado do Rio Grande do Sul (RS), no Sul do Brasil. O fenômeno, captado pelo Observatório Heller & Jung, em Taquara, chamou a atenção de astrônomos e entusiastas porque se destacou pela luminosidade e pelo tempo que permaneceu visível enquanto atravessava a atmosfera terrestre.

Segundo os dados de observação, o meteoro entrou na atmosfera da Terra a cerca de 92 quilômetros de altitude e foi visto se extinguindo sobre a região de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Sua magnitude aparente estimada em cerca de -9 indica um brilho muito intenso, visível a olho nu durante vários segundos, o que torna esse evento particularmente notável em relação a outros meteoros mais comuns.

Meteoro no Sul

A magnitude aparente é uma escala usada pelos astrônomos para medir o brilho de objetos celestes visto da superfície da Terra: números menores (e negativos) correspondem a maior brilho visual. Para comparação, o Sol tem magnitude aparente de aproximadamente -27, enquanto objetos menos brilhantes possuem valores positivos — ou seja, esse meteoro foi significativamente luminoso para um fenômeno desse tipo.

Eventos como esse ocorrem quando fragmentos de meteoroides — pedaços de cometas ou asteroides — entram na atmosfera terrestre a alta velocidade, aquecendo-se intensamente devido ao atrito com o ar e produzindo uma trilha luminosa brilhante, muitas vezes chamada de “estrela cadente” ou “bola de fogo”. Aquele tipo específico de meteoro, o fireball, é caracterizado justamente pelo seu alto brilho, que supera o de estrelas e planetas visíveis no céu noturno.

Segundo pesquisadores, fenômenos desse tipo são relativamente comuns ao longo do ano, especialmente quando a Terra cruza fluxos de detritos deixados por cometas (chuvas de meteoros) ou encontra populações de pequenos fragmentos orbitais. No entanto, nem todos são registrados por observatórios profissionais, o que torna as capturas instrumentais valiosas para a ciência.

O registro pelo Observatório Heller & Jung contribui para o mapeamento e análise desses eventos no Sul do Brasil, ajudando cientistas a entender a frequência e as características dos meteoros que cruzam nossa atmosfera. Além disso, observações sistemáticas podem fornecer informações sobre a origem orbital dos fragmentos e potencialmente identificar padrões associados a chuvas meteoros regulares.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.