Meses após roubo no Louvre, presidente do museu anuncia renúncia
Renúncia apresentada pela presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, foi aceita por Emmanuel Macron nesta terça-feira, 24

A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou sua renúncia, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 24, pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron. A saída, aceita pelo chefe de Estado, deve dar um “novo impulso” à instituição, que enfrenta um período de turbulência após um espetacular roubo de joias ocorrido meses antes.
Em comunicado oficial, a Presidência destacou que Macron acolheu a decisão como “ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar grandes projetos de segurança e modernização, assim como o projeto ‘Louvre – Novo Renascimento'”.
Como destaca a agência de notícias AFP, o tradicional museu parisiense está no centro de controvérsias desde 19 de outubro, quando aconteceu o furto das peças, episódio que se somou a outros problemas recentes, como vazamentos de água, greves de funcionários e denúncias de fraude na venda de ingressos.
O roubo no Louvre
Segundo informações oficiais, na ocasião do crime, quatro indivíduos utilizaram um elevador de carga e uma mini serra elétrica para realizar o furto, tudo isso em questão de apenas sete minutos. A fuga foi feita em uma scooter, que foi, mais tarde, recuperada pela polícia.
Ao todo, nove peças foram levadas, oito das quais continuam desaparecidas. Posteriormente, uma coroa que pertenceu à imperatriz Eugênia, adornada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, foi encontrada nas proximidades do museu com danos. Os ladrões levaram uma segunda coroa, um colar, um par de brincos e um conjunto de colar e brincos, além de um broche.
A Galeria de Apolo abriga uma coleção significativa das joias da coroa francesa, incluindo o célebre diamante Régent, com 140 quilates, utilizado por figuras históricas como Luís XV e Napoleão Bonaparte.