Mergulhadores acharam maior perda dos EUA na 1° Guerra Mundial
Destroços de navio da Guarda Costeira dos EUA, Cutter Tampa, afundado na Primeira Guerra Mundial, são vistos a 90 metros abaixo do Atlântico

Em 1918, com o encaminhamento da Primeira Guerra Mundial, o navio de Guarda Costeira dos EUA, Cutter Tampa, foi afundado, na costa sul da Inglaterra, por um torpedo alemão. Desde então, não houve qualquer notícia sobre a embarcação e os 131 tripulantes dela.
Porém, após quase 108 anos do fim da Primeira Guerra Mundial, um grupo de mergulhadores ingleses localizaram os destroços do Tampa há mais de 90 metros de profundidade.
A localização
Nesta quarta-feira, 29, a Guarda Costeira Britânica anunciou que uma equipe de mergulhadores havia localizado os destroços do Tampa no último fim de semana a uma profundidade de 91 metros e cerca de 80 quilômetros da costa da Cornualha.
O grupo de mergulhadores identificados por British Gasperados Dive Team é uma equipe voluntária de mergulho técnico. No entanto, vale destacar que a conquista não foi ao acaso; na verdade, as buscas pelo Tampa ocorriam desde 2023.
Sobretudo, a operação para a localização dos destroços contou com uma equipe de apoio extensa. Conforme a página da equipe no Facebook, contaram não só com mergulhadores especializados como também com historiadores dispostos a ajudar a encontrar destroços de embarcações em todo o Reino Unido.
Em seguida a descoberta, o líder do movimento de mergulho, Steve Mortimer, em uma postagem no Facebook, disse:
Esta descoberta é o resultado de três anos de pesquisa e exploração. TAMPA é de enorme importância para os Estados Unidos e para os parentes de todos que morreram naquele dia. Seu local de descanso final é conhecido, finalmente.”
Em outra publicação detalhou o trabalho de encontrar a embarcação histórica, acompanhe:
Encontrar TAMPA não aconteceu apenas no último fim de semana. Esta foi a décima viagem para mergulhar possíveis alvos e todos – sejam skipper, tripulantes, pesquisadores ou mergulhador – desempenharam um papel. Ainda estamos zunindo. Mas nós conseguimos!”
A descoberta histórica
Desse modo, os historiadores conseguiram ligar a última peça que faltava na fatídica história da maior perda dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.
Conforme a CNN, em 17 de setembro de 1918, chegou até as águas do Atlântico em escolta à um trem. No entanto, dia 26 de setembro, o capitão pediu permissão para reabastecer o carvão do navio, pois estava em estado crítico.
Ao ser liberado, às 16h, o navio seguiu com toda força rumo ao País de Gales. Entretanto, por volta das 20h15 foi avistado pelo submarino alemão UB-41, que disparou um torpedo solitário. A explosão ativou o carvão e as cargas do navio, causando uma segunda explosão na embarcação.
Dessa forma, o navio afundou rapidamente e ninguém mais o viu em sua integridade. No dia 27, diante do sumiço, um avião sobrevoou a região e encontrou alguns destroços flutuando no mar. Porém, esses já tinham sido levados pela corrente e a verdadeira localização havia permanecido um mistério até então.
O comandante da Guarda Costeira, Kevin Lunday, emocionado, informou em um comunicado:
Quando o Tampa foi perdido com todos à bordo em 1918, deixou uma dor duradoura em nosso serviço, […] Localizar o naufrágio nos conecta ao seu sacrifício e nos lembra de que a devoção ao dever perdura.”
De todo modo, a Guarda Costeira inglesa destacou que está desenvolvendo planos para explorar e recuperar os destroços. Segundo as autoridades, tentarão utilizar sistemas automáticos e robôs para analisar a região.
*Sob supervisão de Éric Moreira