Mariposa é ‘batizada’ em homenagem ao Papa Leão XIV
Uma nova espécie de mariposa encontrada na ilha de Creta, na Grécia, recebeu seu nome científico em homenagem ao Papa Leão XIV

Uma nova espécie de mariposa, de cores marcantes e reluzentes, foi encontrada na Ilha de Creta, na Grécia. Nomeada Pyralis papaleonei, a escolha homenageia o Papa Leão XIV, para instigar a preocupação do líder com a natureza.
O novo inseto foi avistado nas Montanhas Brancas da Ilha de Creta por uma equipe de especialistas do Museu Estadual do Tirol (Áustria), do Museu Finlandês de História Natural (Finlândia) e da Coleção Zoológica do Estado da Baviera (Alemanha). Entenda:
A mariposa “batizada”
Publicado no fim do mês de abril desse ano, 2026, o inseto voador foi descrito e identificado cientificamente na revista científica Lepidopterologica. Nesta revista ela é descrita como tendo em média dois centímetros de envergadura, tamanho médio para as mariposas.
Ademais, ela possui asas com uma coloração arroxeada vibrante e com manchas douradas e brancas espalhadas pelo corpo. No entanto, ainda não há muitas informações sobre seu comportamento ou ciclo de vida.
Aquilo que foi investigado no animal foi apenas o necessário para distingui-lo de outras espécies de mariposas, ou seja, informações como os padrões de asas, coloração e morfologia genital, junto a análises genéticas. Inclusive, essas últimas indicaram uma diferenciação de 6% dos parentes mais próximos.
A tradição das mariposas
No entanto, o que é mais interessante nessa história é que não é a primeira vez que uma função nobiliárquica/clerical ganha lugar em nomes científicos de mariposas. Na verdade, há toda uma tradição dentro do gênero Pyralis sp., historicamente associada a títulos de nobreza ou prestígio.
Tudo isso começou em 1775, quando os naturalistas Michael Denis e Ignaz Schiffermüller batizaram uma espécie como Pyralis regalis (“real”), em referência à sua aparência. Desde então, nomes como Pyralis princeps e Pyralis cardinalis, reforçaram a linha simbólica.
Entretanto, mais do que uma classe de prestígio, desta vez uma figura em específico foi destacada no nome. Conforme a revista Monet, a intenção de Peter Huemer, líder do estudo, batizar com o nome da liderança da Igreja Católica é intencional para apelar para a responsabilidade da humanidade com a natureza, criação divina.
Em um comunicado, Huemer, disse:
Nomear uma espécie é mais do que um ato científico formal: serve também como um apelo simbólico ao chefe da Igreja Católicapara destacar a responsabilidade central da humanidade na salvaguarda da criação”
*Sob supervisão de Giovanna Gomes