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Mancha que detectada em Marte há 50 anos está crescendo

A mancha escura em Marte, similar a uma sombra, cresceu significativamente, mas os pesquisadores não conseguem explicar o motivo exato

Imagem da mancha escura em Marte - Créditos: The European Space Agency (ESA)

A mancha escura de Marte, que fica escondida dentro de uma cratera descoberta há 50 anos, está se espalhando pela superfície do planeta e intriga cientistas.

Essa observação foi revelada através de novas fotos capturadas, mas os pesquisadores ainda não conseguem explicar o motivo exato de seu crescimento.

A mancha escura é uma área de solo coberta por cinzas e rochas vulcânicas de erupções que ocorreram há milhões de anos. Ela está em uma planície com cerca de 3.300 quilômetros de largura no hemisfério norte, também conhecida como Utopia Planitia.

Em 1976, após chegarem em Marte, as sondas Viking da Nasa registraram pela primeira vez o solo com a sombra. Após isso, novas imagens da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA), capturadas em 2024 e divulgadas em 15 de abril, mostraram que a formação está se expandindo, explicou a Live Science.

Apesar de não ter um tamanho exato, com base nas fotos é possível notar que seções da fronteira sul da mancha avançaram pelo menos mais 320 km para o sul. Essa análise sugere que a sombra está crescendo cerca de 6,5 km por ano.

Pesquisadores acreditam que isso pode estar relacionado aos ventos de Marte, que são capazes de varrer a superfície e levantar cinzas e poeira.

Em comunicado, os representantes da ESA explicaram que a dispersão das cinzas tem duas explicações possíveis: ou elas foram levantadas e transportadas pelos ventos marcianos, ou a poeira ocre que antes cobria as cinzas escuras foi levada pelo vento.

Utopia Planitia

Em 1976, a sonda viking 2 pousou em Utopia Planitia para realizar experimentos biológicos até sua destruição em 1980. Já em 2021, o rover chinês Zhurong também pousou e explorou a planície antes de se desligar em 2023.

Após isso, cientistas chineses continuaram usando os dados de Zhurong para provar que anteriormente o local era coberto por um dos maiores oceanos de Marte e mapearam uma possível ilha costeira.

De acordo com a ESA, Utopia Planitia possui diversas grabens, conhecidas como fendas no solo, uma das características mais incomuns do planeta vermelho. Além disso, essas fendas podem ajudar a fornecer pistas sobre atividades tectônicas que possam ter abalado Marte anteriormente.

Os pesquisadores também acreditam que exista gelo enterrado na região, o que acaba dificultando a busca por vida extraterrestre.