Mais de mil artefatos históricos são roubados de museu na Califórnia
Mais de mil peças, incluindo joias, tecidos nativos e relíquias raras, foram levadas do Museu de Oakland em ação investigada pelo FBI

Uma ação criminosa no Museu de Oakland, na Califórnia, no dia 15 de outubro, resultou no furto de mais de mil artefatos. Segundo informações do Departamento de Polícia de Oakland, divulgadas nesta quarta-feira, 29, a invasão ocorreu durante a madrugada, quando uma pessoa entrou no depósito do museu e levou os objetos.
De acordo com as autoridades, pouco antes das 3h30 da manhã, uma pessoa teria invadido o depósito externo do museu, onde os itens eram armazenados. O crime só foi descoberto no dia seguinte, em 16 de outubro, já que nenhum funcionário estava presente no momento do arrombamento.
Investigações em andamento
A decisão do museu foi adiar o anúncio do roubo por receio de comprometer a investigação. O caso está sendo conduzido pela Polícia de Oakland em parceria com a divisão de crimes de arte do FBI, conforme repercutido pela revista O Globo.
Esse roubo representa um ato descarado que priva o público do patrimônio cultural do nosso estado”, disse Lori Fogarty, diretora executiva do museu, em comunicado divulgado na quarta-feira.
Objetos levados e suspeitas do crime
O conjunto de itens furtados inclui uma cesta indígena, um par de presas de morsa entalhadas e colares produzidos pela artista Florence Resnikoff, que viveu em Oakland. Entre os objetos desaparecidos também estão broches políticos, fitas de premiação e recordações históricas do acervo.
Em comunicado, um porta-voz do museu afirmou que as autoridades acreditam se tratar de um “crime de oportunidade, não um assalto sofisticado cometido por criminosos experientes”.
Ainda não há confirmação sobre o número de pessoas envolvidas nem sobre o valor total dos objetos furtados.
Acervo e segurança
Com um acervo que reúne mais de dois milhões de peças, o Museu de Oakland é considerado uma das principais instituições culturais da Califórnia. O espaço tem a missão de preservar e divulgar o patrimônio histórico e ambiental do estado.
O depósito alvo da invasão fica fora do prédio principal, no centro da cidade, e armazena objetos usados em pesquisas e exposições. Segundo a direção, o local possui câmeras e sistema de alarme, mas ainda não se sabe como o invasor conseguiu acesso.
O anúncio do caso ocorreu no mesmo período em que a polícia francesa prendeu cinco suspeitos ligados ao roubo de joias da coroa no Museu do Louvre, avaliadas em mais de US$ 100 milhões — coincidência que reacendeu o debate sobre a segurança de acervos culturais.