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Maior lagarto do Brasil morre após resgate e remoção de anzol

Lagarto resgatado com um anzol preso na boca morreu depois de cirurgia, segundo veterinários, ruptura no esôfago foi fatal

Lagarto capa
Imagem ilustrativa de Teiú - Getty Images

Um teiú, espécie considerada o maior lagarto do Brasil, morreu após passar por intervenções veterinárias destinadas a retirar um anzol que ele havia ingerido. O caso ganhou atenção após o resgate do animal, que havia sido encontrado com o anzol preso na boca, e sua tentativa de reabilitação.

A remoção do objeto exigiu uma cirurgia de esofagostomia, seguida de uma reconstrução do esôfago. Apesar dos esforços da equipe de resgate e dos veterinários, o animal não resistiu. Após a primeira operação, os profissionais identificaram uma ruptura próxima à entrada da cavidade celomática, o que exigia nova cirurgia, marcada para dias depois. No entanto, o lagarto morreu na manhã seguinte, antes da segunda intervenção.

O resgate foi efetuado pela secretaria municipal de meio ambiente e sustentabilidade, responsável por recolher o animal quando este foi encontrado ferido. O teiú submetido ao procedimento representa não apenas um indivíduo isolado, mas uma parte da fauna nativa que convive com zonas urbanas e rurais, e cujo papel no equilíbrio ecológico é importante — ele ajuda, por exemplo, no controle de populações de roedores e outros pequenos animais.

Lagarto enorme

Animais da espécie teiú são conhecidos por seu tamanho, poder de adaptação e por ocuparem diferentes tipos de habitat, do urbano ao rural, das florestas às áreas mais abertas. Alguns chegam a medir até cerca de dois metros de comprimento. Além disso, adotam uma dieta variada, consumindo desde pequenos mamíferos, aves, répteis, insetos até frutas, o que contribui ao controle de pragas e à dispersão de sementes em muitos ecossistemas. Por isso, instâncias de resgate e reabilitação são valorizadas quando esses animais sofrem acidentes ou ferimentos — especialmente quando humana interferência, como anzóis e lixo, põe em risco sua sobrevivência.

A morte deste teiú chama atenção para o impacto das ações humanas sobre a fauna silvestre e reforça a importância de políticas de preservação, manejo ambiental e educação sobre convivência com animais nativos. Quando um animal selvagem — sobretudo de porte e importância ecológica — é resgatado ferido, muitos esperam que a reabilitação seja bem-sucedida. No entanto, casos como este mostram que, mesmo com cuidados e intervenções, nem sempre a recuperação é possível.

O episódio deixa um alerta: anzóis, redes de pesca e resíduos descartados de forma inadequada continuam sendo uma séria ameaça à fauna, tanto em ambientes naturais quanto em áreas de transição entre zonas urbanas e natureza. A vida selvagem depende da cautela humana e de atitudes conscientes para evitar tragédias como a deste lagarto — que, mais do que um animal, representava um elo vital entre natureza e equilíbrio ambiental.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.