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Louvre fecha Galeria Campana após fragilidades estruturais

Espaço dedicado à cerâmica da Grécia Antiga é fechado por precaução, em meio a críticas sobre a segurança do museu

Museu do Louvre / Crédito: Getty Images

O Museu do Louvre anunciou, nesta segunda-feira, 17, o fechamento temporário da Galeria Campana, após uma auditoria interna apontar fragilidades estruturais em algumas das vigas que sustentam o segundo andar do edifício. A galeria, composta por nove salas dedicadas à cerâmica da Grécia Antiga, ficará inacessível ao público enquanto especialistas conduzem análises detalhadas sobre a condição das estruturas.

Segundo o comunicado, o problema está localizado na ala Sully, no extremo leste do complexo, onde o piso superior — atualmente utilizado como área administrativa — foi identificado como potencialmente comprometido. As 65 pessoas que trabalhavam no local estão sendo realocadas durante o período de investigação.

O museu enfatizou que a decisão não tem relação com o roubo milionário ocorrido no mês passado, quando quatro homens invadiram o prédio em plena luz do dia, utilizando uma escada extensível e esmerilhadeiras para furtar joias avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares, diante de visitantes atônitos. O episódio intensificou críticas à segurança da instituição, que recebeu 8,7 milhões de visitantes no último ano.

Alerta

Entretanto, preocupações sobre a infraestrutura do Louvre já vinham sendo apontadas internamente. Em um memorando de janeiro, a diretora Laurence des Cars alertou para a “proliferação de danos” em diversos setores do museu, alguns em “péssimo estado de conservação”. Ela também destacou problemas graves, como áreas que já não são impermeáveis e ambientes sujeitos a fortes variações de temperatura — fatores que ameaçam diretamente a preservação de obras históricas.

Diante desse panorama, o fechamento da Galeria Campana surge como mais um sinal de alerta sobre a condição do antigo palácio real que abriga o museu. O comunicado oficial afirma que o espaço permanecerá fechado “como medida de precaução” até que as investigações sejam concluídas, sem previsão de reabertura.

Segundo o ‘The Guardian’, as autoridades do museu afirmam que, apesar do impacto imediato para visitantes e pesquisadores, a prioridade é garantir a segurança estrutural do edifício e a preservação das obras ali expostas.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli