Lagosta bicolor rara é encontrada por embarcação de pesca
Nos Estados Unidos, uma embarcação de pesca capturou uma lagosta rara que possui duas cores

Uma lagosta com duas cores simetricamente divididas foi encontrada por uma embarcação de pesca em Massachusetts, nos Estados Unidos.
O crustáceo, que foi capturado no dia 16 de abril, chamou a atenção dos pescadores com sua metade laranja e a outra metade mais escura. Essa descoberta é rara e casos como esse só acontecem em uma a cada 50 milhões de lagostas.
Ao saber da raridade desse achado, a Wellfleet Shellfish Company, empresa que capturou a lagosta, optou por doá-la ao Aquário de Ciências de Woods Hole, uma instituição gerenciada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
Em entrevista à Popular Science, o diretor de operações da empresa, Dan Brandt, disse que quando algo raro chega nos canais da empresa, consideram parte da responsabilidade deles compartilhar com a comunidade em geral. “O Aquário de Ciências de Woods Hole era o lugar perfeito para esta lagosta sortuda”.
Condição genética
A lagosta bicolor é resultado de uma condição rara na qual o organismo carrega dois conjuntos distintos de material genético, conforme informou a revista Galileu.
A bióloga de aquários Julia Studley explicou que isso pode ocorrer quando dois ovos fertilizados se fundem nos estágios iniciais de desenvolvimento. “Isso cria uma lagosta com dois conjuntos de informações genéticas e a capacidade de armazenar pigmentos de cor de forma diferente em cada lado da carapaça”, disse à Popular Science.
Esse processo gera o famoso quimerismo, em vez de originar organismos gêmeos, ele gera um único indivíduo com células geneticamente diferentes. Segundo a revista Smithsonian, esse caso pode ir além da aparência e apresentar características físicas femininas e masculinas ao mesmo tempo.
Além de sua rara colocação, o tamanho da lagosta também chamou bastante atenção. “Lagostas com coloração incomum geralmente não têm camuflagem suficiente para sobreviver por muito tempo. Então, o fato de esta ter chegado a mais de um quilo e meio significa que ela passou por muita coisa”, disse Brandt.
A lagosta ainda não foi nomeada pelos pescadores do aquário, mas afirmaram que estão esperando para escolher um nome adequado que combine com ela. Studley afirma que há um longo tempo para pensar no nome dela, visto que esses crustáceos podem chegar até os 100 anos.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes