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Kim Jong-un declara que seu coração dói pela morte de soldados norte-coreanos na Rússia

Cerca de 600 soldados norte-coreanos teriam perdido suas vidas lutando pela Rússia na guerra contra a Ucrânia

Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte
Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte - Getty Images

A imprensa estatal da Coreia do Norte divulgou nesta sexta-feira, 22, imagens que mostram o líder Kim Jong-un em uma cerimônia de homenagem aos soldados que perderam suas vidas lutando pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. As fotos retratam momentos de grande emoção, incluindo Kim ajoelhado diante das imagens dos soldados falecidos e abraçando um militar que retornou do conflito. A cerimônia, realizada na sede do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, foi marcada pela entrega de medalhas e pelo reconhecimento público dos militares como “heróis”.

De acordo com agências de inteligência da Coreia do Sul e de outras nações, mais de 10.000 soldados norte-coreanos foram enviados à Rússia em 2024, principalmente para a região de Kursk, acompanhados de munições, mísseis e sistemas de foguetes. Segundo informações da AFP, relatos indicam que cerca de 600 desses soldados morreram em combate e muitos outros ficaram feridos.

Discurso de Kim

Durante a cerimônia, Kim fez um discurso exaltando os soldados que conseguiram retornar, descrevendo-os como “admiráveis” por terem enfrentado as adversidades da guerra em terras estrangeiras. A agência estatal KCNA reportou que o líder elogiou esses homens por suportarem “a chuva de balas e bombas” durante os confrontos.

Na ocasião, Kim concedeu o título de “herói da RPDC (República Popular Democrática da Coreia)” aos comandantes que participaram das operações no exterior e se destacaram por suas ações durante a guerra. A confirmação do envio de tropas norte-coreanas para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia ocorreu apenas em abril deste ano, quando Pyongyang reconheceu oficialmente as perdas sofridas entre seus soldados durante os combates.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.