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Jovem argentino declarado morto reaparece no próprio velório

Erro de identificação expõe falhas no necrotério após família realizar velório de corpo errado na Argentina; entenda o caso!

Imagem ilustrativa de um velório
Imagem ilustrativa de um velório - Getty Images

Um velório transformou-se em cena de espanto e confusão na província de Tucumán, Argentina, quando um jovem, dado como morto, apareceu no meio da cerimônia gritando “estou vivo!”. O episódio aconteceu após um atropelamento próximo à Ponte Negra, na cidade de Alderetes, no dia 18 de setembro, quando as autoridades consideraram que o corpo encontrado seria o de um rapaz desaparecido da região.

Sem identificação por exames forenses rigorosos, o corpo foi liberado às pressas para a família com base apenas nas roupas e algumas características físicas. A mãe da suposta vítima fez o reconhecimento e o velório seguiu normalmente, reunindo parentes e amigos para a despedida.

Surpresa no velório

No entanto, durante o funeral, o jovem entrou na sala do velório, surpreendendo os presentes. Ele afirmou que esteve desaparecido por vários dias e que havia passado esse tempo consumindo bebidas e sem contato com a família — completamente alheio ao drama que se desenrolava. A partir desse momento, o corpo sepultado foi questionado por todos.

As investigações posteriores revelaram que os restos mortais pertenciam, na verdade, a Maximiliano Enrique Acosta, de 28 anos, morador da cidade vizinha de Delfín Gallo. A família de Maximiliano lamentou o erro triplo: primeiro, por ter sido apresentada a um corpo desconhecido; depois, por ter ido ao necrotério mais de uma vez; e, por fim, por ter enfrentado todo esse sofrimento emocional sem necessidade.

O Ministério Público da Argentina abriu procedimento interno para apurar como ocorreram as falhas no processo de identificação e na liberação do corpo. Um novo funeral foi realizado para Maximiliano no dia 23 de setembro, repercute o Extra.

Esse caso evidencia a gravidade dos procedimentos de reconhecimento de corpos em situações de tragédia, especialmente quando não se utilizam métodos científicos confiáveis como testes de DNA, impressões digitais ou comparação rotineira com registros médicos. A dor e o constrangimento sofridos pela família expõem a necessidade urgente de revisão dos protocolos de necropsia e atendimento em locais de catástrofe ou acidentes.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.