Homem que tentou matar Trump é condenado à prisão perpétua
Ryan Routh, sentenciado nesta quarta-feira, foi considerado culpado de planejar e tentar matar Donald Trump

A Justiça dos Estados Unidos condenou Ryan Wesley Routh, de 59 anos, à prisão perpétua por sua tentativa de assassinar o então candidato presidencial Donald Trump em um campo de golfe na Flórida, em setembro de 2024 — menos de dois meses antes das eleições que Trump acabou vencendo. A pena inclui cadeia perpétua mais 84 meses adicionais por crimes relacionados a armas e violência, conforme informou o Departamento de Justiça dos EUA em comunicado oficial.
O veredito foi anunciado nesta quarta-feira, 4, pela juíza federal Aileen M. Cannon, que presidiu o caso no Tribunal Distrital dos EUA no sul da Flórida. Routh foi considerado culpado por um júri federal em setembro de 2025 de todas as cinco acusações que pesavam contra ele — incluindo tentativa de assassinato de um candidato à presidência, agressão contra um agente federal e múltiplos crimes relacionados a armas de fogo.
Atentado contra Trump
Segundo a acusação, Routh passou semanas planejando o ataque, reunindo equipamentos e acompanhando os movimentos de Trump antes de se posicionar com um rifle semi-automático escondido em arbustos próximos ao Trump International Golf Club em West Palm Beach. Um agente do Serviço Secreto dos EUA — responsável pela proteção de autoridades — o avistou antes que pudesse agir, o que levou à sua prisão em flagrante após ele fugir do local.
Durante o julgamento, Routh chegou a se representar sem advogado e apresentou uma série de argumentos desconexos, incluindo referências políticas e históricas, que foram rechaçados pelo tribunal. Em um momento do julgamento, ao ouvir o veredito, ele tentou ferir-se com uma caneta, mas foi rapidamente contido por agentes de segurança.
Ao impor a pena máxima, a juíza Cannon afirmou que o plano de Routh era “premeditado e malicioso” e que sua postura demonstrava ausência de arrependimento, o que justificou a sentença de prisão perpétua. Além disso, os sete anos extras de pena foram aplicados por uma das acusações de porte ilegal de arma.