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Homem é preso em Paris após roubar espada de estátua de Joana d’Arc

Câmeras flagraram o suspeito escalando o monumento de Joana d’Arc em frente à Igreja de Santo Agostinho; a peça foi recuperada, mas acabou danificada

Estátua de Joana d'Arc em frente à igreja de Saint-Augustin em Paris / Créditos: Getty Images

Um homem foi preso em Paris sob a acusação de roubar a espada da estátua de Joana d’Arc. O crime aconteceu por volta das 10h da manhã do dia 2 de janeiro, quando o suspeito escalou o monumento histórico.

A vice-prefeita de Paris, Karen Taïeb, analisou as imagens de segurança do patrimônio histórico e cultural da cidade. As filmagens mostram um homem não identificado se aproximando da estátua de bronze de Joana d’Arc. O monumento retrata a heroína montada em um cavalo sobre um pedestal de pedra.

Vandalismo e prisão

De acordo com informações da revista Smithsonian, o homem primeiro sacudiu violentamente o cavalo antes de escalar a estátua. Ele arrancou a espada que estava apontada para cima na mão direita de Joana d’Arc, mas, com o movimento, a arma se despedaçou inteira.

O suspeito tentou fugir, mas a polícia o deteve minutos depois e recuperou a arma danificada. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o motivo do crime.

Ao jornal Le Parisien, um garçom de um bistrô próximo ao local demonstrou estranheza e se questionou sobre o que o homem pretendia fazer com a espada roubada. Com os danos, líderes da cidade já prometeram restaurar ou, se necessário, reproduzir a famosa estátua criada pelo escultor Paul Dubois no final do século 19. A obra pertence ao acervo do Museu d’Orsay, mas está emprestada à cidade de Paris.

Restaurada pela última vez em 2021, a estátua fica no oitavo arrondissement, uma área central às margens do rio Sena. O monumento está localizado em uma praça pública em frente à Igreja de Santo Agostinho (Église Saint-Augustin), construída pelo arquiteto Victor Baltard.

Símbolo de resistência

Considerada um símbolo nacional da França, Joana d’Arc — a Donzela de Orléans — nasceu por volta de 1412 e cresceu como uma camponesa no interior do país. Aos 13 anos, começou a ouvir vozes que lhe atribuíam uma missão divina: lutar contra a ocupação inglesa na Guerra dos Cem Anos e ajudar Carlos VII a retomar o trono francês.

Em 1429, ela liderou as tropas na vitória de Orléans e seguiu lutando até a coroação do rei. No entanto, em 1430, Joana foi capturada, condenada por heresia e queimada viva em Rouen um ano depois. Canonizada pelo Papa Bento XV em 1920, ela é hoje uma figura de adoração, especialmente para os parisienses, que reagem com profunda indignação a qualquer ato de vandalismo contra seus monumentos.