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Hacker teria invadido FBI e acessado caso Jeffrey Epstein em 2023

Documentos revelaram que um hacker invadiu o FBI em 2023 e comprometeu arquivos confidenciais do caso Jeffrey Epstein; um erro interno permitiu o ataque

Jeffrey Epstein - Crédito: Getty Images

Em novos desdobramentos no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, o FBI confirmou que um hacker estrangeiro comprometeu arquivos confidenciais ligados à investigação da agência federal. O caso aconteceu em 2023, durante uma invasão cibernética direta ao escritório de Nova York.

Além disso, quem traz os detalhes à tona é uma fonte familiarizada com o assunto, apoiada em documentos do Departamento de Justiça dos EUA. Esses relatórios foram analisados e divulgados recentemente pela agência Reuters, evidenciando a gravidade da invasão.

Falha de segurança

A princípio, o ataque ocorreu em fevereiro de 2023, logo após um servidor do laboratório forense de exploração infantil ser deixado vulnerável. De acordo com informações do jornal The Guardian,  o erro inadvertido foi cometido pelo agente especial Aaron Spivack, enquanto ele tentava se familiarizar com os complexos procedimentos de evidências digitais.

No dia seguinte à falha, Spivack ligou seu computador e encontrou um arquivo de texto deixado pelo invasor, que alertava sobre o comprometimento da rede. Consequentemente, as investigações internas revelaram uma análise minuciosa nos dados do caso Epstein, embora não se saiba quais arquivos foram baixados.

Contato inusitado

Curiosamente, a fonte afirma que o cibercriminoso não percebeu de imediato que havia invadido um sistema da polícia federal.

Ao se deparar com imagens sensíveis de abuso infantil, o hacker demonstrou profunda repulsa e deixou uma mensagem ameaçando denunciar o proprietário da máquina ao próprio FBI.

Por causa dessa confusão, os agentes precisaram contornar a situação de uma maneira totalmente atípica. Para convencer o invasor de que a máquina já pertencia à corporação, os oficiais participaram de uma chamada de vídeo e exibiram suas credenciais originais na webcam.

Investigações e censura

Apesar do contato visual, a identidade do hacker, seu país de origem e o destino do material acessado permanecem totalmente desconhecidos. Em contrapartida, o FBI declarou oficialmente que o incidente cibernético foi um caso isolado, garantindo que o acesso do agente malicioso foi restrito rapidamente.

Por outro lado, especialistas destacam o alto valor de inteligência desses dados no cenário global, já que envolvem figuras proeminentes da política e dos negócios.

Apesar disso, muitos documentos do caso continuam sob forte censura, e a atual administração de Donald Trump afirma reter arquivos específicos para proteger as vítimas e não prejudicar apurações em andamento.


*Sob supervisão de Éric Moreira