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Greta Thunberg é presa em Londres durante ato em apoio à Palestina

Greta Thunberg foi presa em Londres após manifestar apoio a grupo classificado como organização terrorista pelo Reino Unido

Greta Thunberg durante protesto em frente à sede da Aspen Insurance, em Londres / Créditos: Getty Images

Nesta terça-feira, 23, a ativista Greta Thunberg foi presa pela polícia britânica em Londres. A ambientalista sueca participava de um protesto pró-Palestina, segundo informou o grupo de campanha “Defend Our Juries”, com sede no Reino Unido.

Greta foi detida com base na Lei Antiterrorismo após exibir um cartaz em apoio ao grupo Palestine Action, classificado pelo governo britânico como uma organização terrorista. O protesto ocorreu em frente aos escritórios de uma seguradora na capital britânica.

Protesto e prisões em Londres

Um porta-voz da Polícia da Cidade de Londres afirmou que, além de Thunberg, outras duas pessoas foram presas por arremessar tinta vermelha contra um prédio e por utilizar extintores de incêndio para cobrir a fachada do edifício ocupado pela empresa Aspen Insurance.

Pouco depois, uma mulher de 22 anos também compareceu ao local”, disse o porta-voz. “Ela foi presa por exibir um objeto — neste caso, um cartaz — em apoio a uma organização proibida, em violação ao Artigo 13 da Lei Antiterrorismo de 2000.”

O local do protesto foi alvo de manifestações por supostos vínculos comerciais com a Elbit Systems UK, subsidiária britânica de uma fabricante israelense de armamentos, segundo os organizadores do ato em informações repercutidas pelo G1. 

Apoio à Palestina

Em outubro deste ano, Thunberg e outros 170 ativistas também foram detidos por autoridades israelenses após participarem de uma flotilha com mais de 40 embarcações que seguia em direção à Faixa de Gaza. A ação foi interceptada por tropas de Israel, e a ativista acabou deportada.

Nos últimos meses, Thunberg tem intensificado manifestações públicas em apoio à causa palestina. Após a deportação, ela afirmou que a população palestina não recebeu ajuda internacional suficiente e fez apelos para que líderes e figuras públicas se posicionem sobre o conflito.

De acordo com informações repercutidas pelo The Guardian, a organização Defend Our Juries afirmou que o protesto foi realizado em solidariedade a ativistas ligados ao Palestine Action. Oito prisioneiros do grupo estariam em greve de fome enquanto aguardam julgamento, após a organização ter sido oficialmente classificada como proibida pelo governo britânico.