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Governo japonês irá reativar usina nuclear nesta semana

Usina fechada a 15 anos e responsável por um dos maiores desastres nucleares no Japão será reativada após falhar na primeira tentativa

Midia faz visita a usin nuclear de Fukushima Daiichi - Créditos: Getty Images

A maior usina nuclear do mundo, localizada em Fukushima, no Japão, voltará a funcionar na próxima semana. No mês passado, o Japão havia feito a primeira tentativa de reativação desde o desastre de 2011, mas a reativação teve que ser suspensa, após apresentar uma falha em um alarme.

As operações para reiniciar a instalação da usina, que está inativa a 15 anos, foram suspensas poucas horas antes do processo ser iniciado devido a um problema técnico no dia 22 de janeiro.

Takeyuki Inegaki, diretor da usina de Kashiwazaki-Kariwa, operada pela Tepco (Tokyo Electric Power), afirmou que a falha relacionada a configuração de um alarme, que ocorreu apenas na ativação de um dos sete reatores, não afetou o funcionamento seguro da usina.

A usina nuclear de Fukushima Daiichi está fora de operação desde 14 de março de 2011, quando o Japão desligou a energia nuclear após a fusão de três reatores, provocados por um terremoto e um tsunami.

O diretor da usina afirmou nesta sexta-feira, 6, que a previsão é colocar o reator em funcionamento novamente no dia 9 de fevereiro, repercute a Folha de S. Paulo.

O desastre de Fukushima

O desastre aconteceu após o Japão sofrer com um terremoto de magnitude 9,0, um dos mais fortes registrados, seguido por um tsunami com ondas de até 15 metros, segundo a Associação Nuclear Mundial.

A usina conseguiu desligar automaticamente os reatores depois do terremoto, mas o tsunami inundou os geradores de emergência que mantinham o resfriamento dos reatores.

Com isso, na ocasião, três reatores superaqueceram causando o derretimento do núcleo, explosões nos reatores e a liberação de material radioativo no ar, solo e oceano.

O acidente foi classificado como nível 7 na Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos. Com o desastre, mais de 100 mil pessoas foram evacuadas de suas casas como uma medida preventiva.


*Sob supervisão de Éric Moreira