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Governador da Califórnia ironiza Trump após críticas de secretário

Gavin Newsom critica Donald Trump após declarações polêmicas de oficial militar; "Comandante em Chefe precisa ir embora"

Governador da Califórnia ironiza peso de Trump - Redes Sociais

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aproveitou uma recente declaração polêmica do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, para fazer uma crítica velada ao presidente Donald Trump. A fala de Hegseth, que ocorreu durante um encontro com quase 800 oficiais de alta patente na Base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, Virgínia, gerou repercussão nas redes sociais.

No evento realizado na terça-feira, 30, Hegseth se manifestou contra a aparência física de alguns membros das Forças Armadas, afirmando que é “inaceitável ver generais e almirantes gordos” transitando pelos corredores do Pentágono e liderando operações tanto no país quanto no exterior. Além disso, ele anunciou a assinatura de uma ordem que poderá resultar até mesmo na demissão de militares que não atenderem a novos padrões de emagrecimento.

Em resposta a essas declarações, Newsom, membro do Partido Democrata e crítico frequente de Trump, utilizou sua conta no X para compartilhar um vídeo do discurso de Hegseth, acompanhado por uma montagem que mostra Trump consumindo sanduíches e tirando o paletó. Na legenda, Newsom provocou: “Acho que o Comandante em Chefe precisa ir embora!”.

A postagem do governador incluía ainda uma citação direta da mensagem de Hegseth: “É completamente inaceitável ver um comandante-chefe gordo nos corredores da Casa Branca”.

O perfil oficial do Partido Democrata também se manifestou sobre o discurso de Hegseth ao compartilhar uma imagem do presidente Trump com o comentário lacônico: “Isso é interessante”.

Estratégia

A declaração de Hegseth é vista como parte da estratégia da administração Trump para reforçar normas de disciplina e aparência dentro das Forças Armadas. O governo já havia anunciado mudanças significativas, como a introdução de testes físicos obrigatórios e a proibição do uso de barbas entre os militares.

Desde a posse de Trump, o Pentágono passou por várias transformações drásticas, incluindo demissões em massa e a restrição do acesso a certos livros nas bibliotecas acadêmicas das forças armadas. Recentemente, Trump também assinou uma ordem executiva para alterar o nome do Departamento de Defesa para “Departamento de Guerra”, resgatando um título utilizado até o pós-Segunda Guerra Mundial, que enfatizava o papel preventivo da instituição em relação a conflitos internacionais.

Esse incidente adiciona mais um episódio à longa série de provocações mútuas entre Newsom e Trump, que frequentemente trocam farpas nas redes sociais. A relação entre os dois líderes políticos já foi marcada por ameaças diretas; em um momento tenso, a administração Trump chegou a insinuar que poderia prender Newsom durante protestos em apoio a imigrantes em Los Angeles.

Os protestos ocorreram em resposta às ações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), que sob a liderança de Trump intensificou as prisões de imigrantes indocumentados. Críticos dessas operações alegam que os agentes empregam força excessiva e práticas violentas, muitas vezes resultando na detenção indevida de cidadãos americanos.

Em meio à agitação social, Trump decidiu enviar tropas da Guarda Nacional a Los Angeles para conter os protestos, uma medida que foi duramente criticada por autoridades locais como Gavin Newsom. Posteriormente, segundo o G1, uma decisão judicial considerou essa ação ilegal.