Fragmentos desaparecidos da Pedra do Destino são rastreados
Pesquisadora revela mistério da Pedra do Destino e 34 fragmentos desaparecidos esperam ser encontrados; saiba detalhes por trás deste tesouro

Uma pesquisa recente realizada pela Professora Sally Foster, arqueóloga da Universidade de Stirling, trouxe à luz novas informações sobre os fragmentos desaparecidos da Pedra do Destino, um importante símbolo da monarquia britânica. Desde o século 13, a pedra tem sido colocada sob a cadeira de coroação para a ascensão de reis e rainhas, incluindo Charles III em maio de 2023.
De acordo com a professora Foster, existem 34 pequenos fragmentos do objeto centenário, também conhecido como Pedra de Scone, que circulam pelo mundo. Através de uma pesquisa meticulosa, ela conseguiu traçar a história e as localizações de vários desses pedaços, que foram distribuídos pelo político escocês e pedreiro Robert Gray entre as décadas de 1950 e 1970.
Seu estudo revela que os fragmentos foram presentes para familiares, amigos políticos confiáveis, políticos nacionalistas e jornalistas tanto na Escócia quanto no exterior. Até o momento, a pesquisadora conseguiu mapear os locais suspeitos de 17 deles, enquanto outros 17 permanecem completamente desconhecidos.
A professora Foster enfatizou que “a existência e a importância de um corpo diversificado e disperso de pequenos fragmentos da pedra têm sido negligenciadas”. Ela destacou que essa não é uma pedra qualquer; desde o século 14, quase todos os monarcas ingleses, e posteriormente britânicos, sentaram-se sobre ela durante suas coroações.
A Pedra do Destino, atualmente em exibição no novo Museu de Perth, foi utilizada nas coroações dos monarcas escoceses até o século 13 e passou a ser parte das cerimônias dos monarcas ingleses e britânicos após essa data.
Fragmentos
Em 2023, varreduras a laser revelaram uma marca sutil ‘XXXV’, correspondente ao número 35 em algarismos romanos. A professora Foster acredita que essa inscrição indica que há 35 peças no total, sendo a principal a própria laje de 152 kg em exibição em Perth.
Este dado implica que ainda existem 34 fragmentos à espera de serem encontrados. Para solucionar esse mistério, Foster tem se apoiado em registros escritos e fez um apelo ao público no início deste ano.
Um dos fragmentos conhecidos está em exibição no Museu de Queensland, na Austrália. Ele foi presenteado por Gray à turista australiana Catherine Milne. Após seu falecimento em 1967, sua família doou o fragmento juntamente com uma carta de autenticação e o cartão de visita de Gray ao museu.
Outro fragmento foi dado ao ex-primeiro-ministro da Escócia Alex Salmond e está guardado na sede do SNP (Partido Nacional Escocês). Além disso, um pedaço foi montado como broche e oferecido como segundo prêmio em uma rifa escocesa em 1955.
Segundo o ‘Daily Mail’, a pesquisa ainda menciona que Ian Hamilton, um dos ativistas que tentou roubar a Pedra do Destino em Westminster Abbey em 1950, recebeu um pedaço que deu à namorada dele como presente.
Foster também destacou que muitos fragmentos foram tratados como relíquias familiares e cuidadosos cuidados foram tomados para preservá-los. “Poucas pessoas optaram por exibi-los abertamente”, disse ela. “Famílias cuidaram deles emocional e fisicamente”.
No entanto, metade dos fragmentos ainda está desaparecida, e a professora continua aberta a receber informações sobre o paradeiro dos demais. “Estou esperançosa para que mais pessoas entrem em contato; especialmente estou interessada na família de Bertie Gray”, concluiu. Sua pesquisa foi publicada no The Antiquaries Journal.