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Fóssil raro de 200 milhões de anos é descoberto na Índia

Fóssil achado no Rajastão pode oferecer pistas sobre a evolução dos répteis e reforça a importância da região como polo de turismo científico

Fóssil capa
Imagem meramente ilustrativa - Getty Images

Pesquisadores na Índia anunciaram a descoberta de um fóssil raro de fitossauro, um réptil pré-histórico semelhante a um crocodilo que viveu há mais de 200 milhões de anos, durante a era Jurássica. O exemplar, com tamanho estimado entre 1,5 e 2 metros, foi encontrado na vila de Megha, no distrito de Jaisalmer, estado do Rajastão.

O achado foi feito pelo hidrogeólogo sênior Narayandas Inkhiya e sua equipe, que atuam no departamento de águas local. Segundo o pesquisador, a região pode abrigar “muitos outros fósseis escondidos”, capazes de fornecer novas pistas sobre a evolução dos répteis. “Isso também torna a área um local importante para o turismo de fósseis”, afirmou em entrevista à BBC.

Fóssil raro

O fitossauro era um animal semiaquático, capaz de viver tanto em rios quanto em terra firme, explicou à rede o geocientista CP Rajendran. Segundo ele, essa linhagem evolutiva deu origem aos crocodilos modernos. Durante a escavação, os pesquisadores também localizaram o que pode ser um ovo fossilizado associado ao animal.

A descoberta do fóssil só foi possível após moradores locais perceberem formações esqueléticas durante a abertura de um lago. Eles alertaram as autoridades, que iniciaram a investigação paleontológica. Para o paleontólogo VS Parihar, o fóssil pertence a um fitossauro de porte médio que provavelmente se alimentava de peixes para sobreviver.

A raridade do achado reforça o valor científico de Jaisalmer, que integra a formação geológica Lathi, ambiente onde se acredita que dinossauros prosperaram durante o Jurássico. Nos últimos anos, a região tem revelado importantes descobertas, incluindo um ovo de dinossauro encontrado em 2023 e o fóssil do mais antigo dinossauro herbívoro já identificado na Índia, em 2018.

Por fim, conforme repercute a BBC, para os especialistas, os novos vestígios confirmam o potencial da área em ampliar o conhecimento sobre a vida pré-histórica e sobre os processos evolutivos que levaram aos répteis atuais.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.