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Filha de Maradona afirma que equipe médica manipulou sua família

Durante o novo julgamento a filha de Maradona, Gianinna Maradona, acusa equipe médica de manipular a família a aceitar a internação domiciliar

Diego Maradona e Gianinna Maradona - Créditos: Getty Images

O novo julgamento que está investigando a equipe médica responsável pelos cuidados da lenda do futebol argentino, Diego Maradona, se iniciou no dia 14 de março. Nesta terça-feira, 21, a filha do jogador, Gianinna Maradona, afirmou em depoimento que a manipulação de sua equipe médica foi absoluta e horrível.

Gianinna contou que ela e seus irmãos foram induzidos pelos médicos a aceitarem a internação domiciliar, que foi apresentada como bem equipada, mas que posteriormente se mostrou inadequada para quem estava se recuperando de uma cirurgia cerebral.

“Confiei nesses três seres que a única coisa que fizeram foi nos manipular e deixar meu filho sem avô”, acrescentou se referindo ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Augustina Cosachov e ao psicólogo Carlos Díaz.

Durante o julgamento, áudios de Whatsapp trocados entre a equipe médica onde eles conversavam sobre como se proteger caso ocorresse uma fatalidade foram reproduzidos. “Além do que falavam conosco, eles tinham em paralelo outra estratégia”, constatou Gianinna após a divulgação.

Em sua declaração, que durou uma hora e meia antes do recesso de meio-dia, a filha de Maradona contou que jamais imaginou que eles estavam pensando que precisavam se proteger, jogando a culpa no paciente e que escutar isso gerava bastante ira nela.

A parte acusatória reproduziu mensagens que envolviam Luque, que pediu para depor imediatamente em resposta à prova apresentada. Desde o início do julgamento, este foi o terceiro depoimento de Luque.

Um dos advogados de defesa do neurocirurgião, Julio Rivas, afirmou que seu cliente irá depor todas as vezes que for necessário.

Processo

Além dos citados, outros quatro acusados podem pegar até 25 anos de prisão por homicídio com dolo eventual, o que significa que todos estavam conscientes de que suas ações poderiam resultar na morte do futebolista. O caso de uma oitava enfermeira será tratado em outro julgamento.

A justiça argentina e a família do jogador tentam esclarecer o que levou Maradona à morte. Ano passado, o primeiro julgamento foi anulado após a descoberta de que uma das juízas participava de um documentário clandestino sobre o caso, informou o Estadão.

O segundo julgamento teve duas audiências semanais e a previsão é que o caso se prolongue até a segunda quinzena de julho.