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EUA: Central Park bate recorde de neve em 121 anos, em meio a onda de frio

Neste fim de semana, Nova York registrou 29 centímetros de neve, superando marca de 25 centímetros de 1905; onda de frio também deixa mortos e cancela voos

Central Park no domingo, 25 / Crédito: Getty Images

No último domingo, 25, a cidade de Nova York vivenciou um fenômeno meteorológico significativo, com a medição de 29 centímetros de neve no Central Park, estabelecendo um novo recorde para o dia. Esse total supera a marca anterior de 25 centímetros, que havia sido registrada em 1905, conforme informações do Serviço Nacional de Meteorologia.

O impacto da tempestade se fez sentir em várias localidades, que enfrentaram temperaturas extremas, com previsões de frio intenso persistindo nos dias seguintes. Na sexta-feira, 23, mais de 160 milhões de pessoas em mais de 20 estados dos EUA estavam sob alertas relacionados a tempestades de inverno ou gelo.

Onda de frio

As consequências desta onda de frio que os EUA vem enfrentando têm sido severas: pelo menos 17 fatalidades foram registradas durante a tempestade, afetando tanto a segurança pública quanto o setor aéreo. Vários estados e a capital do país, Washington, declararam estado de emergência, com recomendações para que os cidadãos permanecessem em casa.

Dentre as fatalidades, cinco ocorreram na cidade de Nova York, conforme anunciado pelo prefeito Zohran Mamdani. Embora ele não tenha confirmado a relação das mortes com as condições climáticas, mencionou que as vítimas estavam expostas ao ar livre durante o período de frio intenso.

Mortes adicionais foram reportadas em estados como Texas, Tennessee e Massachusetts. Um caso trágico no Texas envolveu uma adolescente de 16 anos que perdeu a vida em um acidente enquanto praticava trenó. Na Pensilvânia, três idosos faleceram enquanto tentavam limpar a neve sob condições climáticas adversas.

A aviação também sofreu enormes repercussões: mais de 19 mil voos foram cancelados durante o fim de semana. Dados da plataforma Cirium indicam que quase 38% dos voos programados para partir dos Estados Unidos naquele dia não ocorreram, marcando o maior índice de cancelamentos desde o início da pandemia. Além disso, na manhã seguinte ao evento, outros 2.500 voos enfrentaram cancelamentos adicionais.

O fornecimento elétrico também foi gravemente afetado, deixando mais de 840 mil pessoas sem energia elétrica no país, especialmente no Sul. O estado do Tennessee foi um dos mais atingidos, com cerca de 300 mil residências sem eletricidade devido ao congelamento das linhas de transmissão, repercute o UOL.

As autoridades locais estão alertando sobre os riscos à saúde e segurança pública decorrentes dessa onda de frio, especialmente em regiões onde essas temperaturas são incomuns. Em Kentucky e Geórgia, espera-se que os termômetros marquem recordes negativos. A cidade de Atlanta, por exemplo, pode registrar mínimas históricas de -9°C.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, os efeitos da neve e das chuvas congeladas podem perdurar por semanas. O órgão descreveu a tempestade como “extensa e de longa duração”, resultante de uma perturbação no vórtice polar oriunda do Canadá.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.