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Estudo sugere qual seria o último ser a habitar a Terra

Mesmo diante de catástrofes e desastres, um microanimal extremamente resistente pode ser o último organismo a persistir na Terra

Terra capa
Imagem ilustrativa do planeta Terra - Getty Images

A vida na Terra não é apenas antiga — ela é resiliente. Registros fósseis indicam que organismos surgiram há pelo menos 3,7 bilhões de anos e sobreviveram a sucessivas crises que quase extinguiram toda a biodiversidade global, incluindo extinções em massa e eventos climáticos extremos.

Mas mesmo com essa robustez, a pergunta que intriga cientistas e curiosos é: se todas as espécies fossem extintas, quem seria o último ser vivo a resistir até o fim?

De acordo com pesquisadores citados por reportagem do Metrópoles com base em estudos científicos internacionais, esse título — paradoxalmente — pode recair sobre um dos seres vivos mais humildes do nosso mundo microscópico. Trata-se do tardígrado, popularmente conhecido como “urso-d’água”.

Sobrevivência na Terra

Esses animais minúsculos — medindo cerca de 0,5 a 1,2 milímetro — possuem uma habilidade impressionante: quando expostos a condições extremas, eles entram em um estado denominado criptobiose. Nesse processo, quase toda a água presente em seus corpos é expelida, e o organismo se contrai em uma forma desidratada semelhante a uma cápsula. Nessa condição, ele pode permanecer inativo por anos, talvez até décadas, aguardando condições favoráveis para “reacordar”.

Ilustração de um tardígrado
Ilustração de um tardígrado – Reprodução/American Museum of Natural History

Em laboratório, tardígrados demonstraram tolerar temperaturas extremas — de quase zero absoluto até cerca de 150 °C — resistência à radiação intensa, pressões esmagadoras e até mesmo exposição ao vácuo do espaço, algo que nenhum animal complexo consegue suportar.

Essa impressionante resiliência levou estudiosos a concluir que, mesmo diante de eventos devastadores — como impactos gigantescos de asteroides, explosões de supernovas próximas ou erupções que alterassem radicalmente o clima terrestre — os tardígrados seriam fortes candidatos a persistir por mais tempo do que qualquer outra forma de vida conhecida.

No entanto, a vida deles também tem um limite. Enquanto eventos cósmicos de proporções inimagináveis teriam de ser incrivelmente intensos para erradicar até mesmo esses organismos, o destino final de toda vida na Terra estaria ligado ao ciclo estelar do nosso Sol. Cerca de 5 bilhões de anos no futuro, o Sol deve esgotar seu combustível de hidrogênio e expandir-se como uma gigante vermelha, o que provavelmente destruiria a Terra ou tornaria impossível a presença de água — requisito fundamental para a vida como conhecemos.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.