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Estudo indica que mudanças climáticas alimentaram diversidade evolutiva das aves

Migrações e mudanças climáticas podem ter sido fatores de origem nas ondas evolutivas e de variedades genéticas das aves, diz estudo com IA

Imagem ilustrativa de um Galo-da-serra-da-Guiana (Rupicola rupicola) - Cody Limber/Biblioteca Macaulay

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Michigan utilizaram uma ferramenta de IA própria para analisar mais de 170.000 medições esqueléticas para entender as rajadas evolutivas das árvores e como elas se relacionam com as mudanças climáticas.

Ao longo da história da Terra houve muitas mudanças climáticas. Diferentemente das atuais, rápidas e causadas pelo homem, essas mudanças majoritariamente davam tempo para que os animais pudessem se adaptar.

Investigando essa relação, cientistas disseram em um artigo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, que a evolução das aves, na maioria das vezes ocorre em rajadas de evolução seguidas de lentidão evolutiva. Jake Berv, principal autor do estudo e pós-doutorando na Escola de Meio Ambiente e Sustentabilidade da U-M, disse:

Isso é realmente importante para a teoria evolucionária porque há uma longa história, que remonta a 100 anos, que prevê que o surgimento de novos grupos, chamados radiações evolutivas, é frequentemente associado a uma explosão explosiva de diversificação. A teoria evolucionista prevê que as radiações adaptativas podem ser responsáveis por uma grande parte da diversidade da vida na Terra”

As mudanças climáticas e a diversidade evolutiva

Para realizar esse estudo, os biólogos utilizaram a inteligência artificial “Skelevision”, que o laboratório de Brian Weeks desenvolveu com o laboratório de David Fouhey na Universidade de Nova York. Tornando, assim, possível identificar, digitalizar e absorver os dados de mais de 170.000 medições esqueléticas individuais de mais de 2.000 espécies.

Nesse sentido, a IA analisa e captura dados de esqueletos de pássaros contra uma grade de escala comum. Assim, conseguiu digitalizar e medir cada espécime a cada 45 segundos, o que torna possível a digitalização de coleções inteiras.

No entanto, para analisar tantos dados, os pesquisadores criaram o método estatístico Bifrost. Esse método possibilita compreender e estimar a evolução da forma do corpo ao longo de 45 milhões de anos da evolução dos pássaros. Um dos cientistas disse à revista Phys:

Todo o organismo é uma morfologia integrada e complexa, e cada uma das peças individuais está inter-relacionada com todas as outras partes do corpo. […] A pergunta na perspectiva do modelo é: ‘Qual é a sequência de mudanças evolutivas que precisa acontecer para explicar a variação que podemos ver hoje?’”.

O que descobriram é que, há cerca de 35 milhões de anos, as aves sofreram rápidas mudanças evolutivas, período que coincide com a transição do Eoceno-Oligoceno, pois nesse período a Terra sofreu intenso resfriamento global. Após isso, há cerca de 15 milhões de anos, houve uma desaceleração constante nas mudanças, assim que os animais se acostumaram com o ambiente.

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: