Entenda por que a Europa está lançando mini-naves na velocidade do som
Agência Espacial Europeia (ESA) lançou 20 mini-naves à velocidades supersônicas na atmosfera

Recentemente a Agência Espacial Europeia (ESA) desenvolveu pequenas cápsulas, nomeadas popularmente de mini-naves, para testar os limites do equipamento espacial à velocidades supersônicas.
Diante da corrida tecnológica espacial entre China e Estados Unidos, a Europa fez questão de não ficar para trás nessa nova “guerra-fria”. Dessa forma, a ESA tem corrido contra o tempo para desenvolver tecnologias espaciais de ponta.
Assim sendo, a agência têm programado o lançamento do rover, veículo robótico, Rosalind Franklin, nomeado em homenagem à cientista britânica que descobriu a estrutura molecular, na expedição ExoMars programada para 2028.
Nesse sentido, as “mini-naves” de 7,6 centímetros estão sendo lançadas a mais de 4.184 km/h para compreender a resistência dos aparelhos elétricos à impactos.
Os lançamentos
Apesar de aguentar fortes impactos, os cientistas querem aprimorar ainda mais à resistência dos circuitos eletrônicos de dentro do rover para que ele possa ser lançado na superfície marciana à uma velocidade supersônica.
Dessa forma, no Instituto Franco-Alemão de Pesquisa de Saint-Louis (ISL), réplicas da aparelhagem tecnológica voaram mais rápido que munições de pistolas ao serem disparadas.
Durante os testes, acelerômetros e tecnologias de rastreamento permitiram que o objeto fosse calculado e visto durante o trajeto. Assim, uma gravação desacelerada 60 vezes foi feita para conferir o lançamento e divulgada nas redes sociais. Veja:
O rover Rosalind Franklin tem como objetivo procurar vestígios de vida em Marte, para assim compreendermos melhor as origens da vida. Porém, a tecnologia inovadora que a ESA está desenvolvendo pode proporcionar um lançamento mais rápido e econômico para o planeta vermelho.
No entanto, todos esses estudos só serão vistos em prática após dois anos do seu lançamento aqui da Terra, quando pousar em Marte. Conforme a revista Galileu, no momento do pouso estão sendo desenvolvidos escudos térmicos, paraquedas e retrofoguetes para frear a velocidade de 21.000 km/h que o EDLM ExoMars chegará ao planeta.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes