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Entenda como movimentação de cobras pode revolucionar robôs de resgate

Estudo sobre como cobras desafiam leis da gravidade ao ficar praticamente “em pé” dá indícios de como melhorar robôs de resgate em escombros

Imagem ilustrativa de uma Cape Cobra, da África
Imagem ilustrativa de uma Cape Cobra, da África - Martin Heigan

Um recente estudo publicado na revista de divulgação científica Journal of the Royal Society Interface demonstrou como as cobras conseguem ficar praticamente verticais mesmo sem braços ou pernas.

Assim, com os avanços do entendimento da musculatura desses “milagres da engenharia biológica”, é possível implementar tecnologias parecidas em robôs de resgate projetados para se infiltrar em escombros de prédios.

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A engenharia biológica

Conforme o estudo, esses animais, para ficar em pé, ao invés de tensionar toda a musculatura do corpo, tensionam somente a base do corpo em contato com o solo. Ou seja, a natureza encontrou uma forma de menor custo energético para possibilitar a movimentação dos animais.

Segundo a revista Smithsonian, os pesquisadores estavam curiosos para entender como as cobras conseguiam se pendurar e percorrer distâncias completamente irregulares na natureza.

Portanto, para estudar esse comportamento, utilizaram três espécimes de Cobra-arbórea-marrom e uma Píton-ametista, cobras conhecidas por passear entre árvores e se pendurarem naturalmente.

Além de observá-las, os cientistas tencionaram e as colocaram em situações em que usariam seu “superpoder”. Confira:

Dessa forma, depois dos testes os pesquisadores puderam ver que as da primeira espécie podiam chegar a estender até 50% do corpo no processo de verticalização, enquanto que a da segunda podia chegar à incríveis 70%.

A engenharia mecânica

A pesquisa, para além da área da biologia, chamou muita atenção de roboticistas e biomédicos. Isso se deu pela sistematização de como animais aparentemente em desvantagem por não ter braços e pernas podiam chegar até os locais mais improváveis.

Ou seja, mecanismos projetados para passar por pequenas cavidades e aberturas podem aprender com esse ser vivo como chegar ainda mais longe.

Não apenas em situações de desastres naturais em que há escombros sobre pessoas que precisam de ajuda. Como também serve de exemplo os mecanismos para cirurgias não agressivas, percorrendo o interior do corpo.

Desse modo, mesmo animais já conhecidos e considerados presentes no início dos tempos ainda podem nos ensinar a desenvolver a ciência.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: