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D. Pedro II: palestra encerra comemorações do bicentenário

Evento promovido pela Fundação Maria Luisa e Oscar Americano discute o papel de D. Pedro II no incentivo às artes e na identidade cultural

D. Pedro II
Dom Pedro II / Crédito: Getty Images

Ao longo de 2025, ano que marca o bicentenário de nascimento de D. Pedro II, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano promoveu uma série de encontros dedicados a revisitar a trajetória do primeiro brasileiro a governar o país. Encerrando o ciclo, no domingo, 7 de dezembro, das 11h às 13h, o diretor do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), Maurício Vicente Ferreira Jr., conduz a palestra “D. Pedro II: entre o mecenato e a patronage”, um mergulho no papel do monarca como patrono das artes e do desenvolvimento cultural brasileiro.

Nascido em dezembro de 1825, D. Pedro II governou o Brasil por quase meio século, período marcado por intensas transformações políticas, tecnológicas e simbólicas. Reconhecido por seu interesse precoce por ciência, literatura e inovação, o imperador também desempenhou papel decisivo na difusão da imagem do país no exterior. Durante suas viagens internacionais e por meio de suas relações com instituições científicas e artísticas, aproximou o Brasil das discussões intelectuais mais avançadas de sua época.

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A palestra de Ferreira Jr. parte de um encontro singular: dois acervos documentais brasileiros reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade — Documentos relativos às viagens do imperador D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo (1840–1891) e Antonio Carlos Gomes: compositor de dois mundos. Segundo o diretor, essa comparação ajuda a iluminar as diferentes modalidades de apoio cultural praticadas pelo imperador, distinguindo o mecenato mais clássico da patronage, forma de apoio institucional que atravessa fronteiras sociais e políticas.

A análise se apoia ainda nas trajetórias de dois músicos beneficiados pelo apoio imperial: Henrique Oswald e Antônio Carlos Gomes. Suas relações com D. Pedro II revelam nuances complementares do sistema de patronato do Segundo Reinado, contribuindo para compreender como o imperador ajudou a moldar a vida cultural brasileira e a projetar artistas nacionais no exterior. “As diferenças e semelhanças entre esses percursos permitem entender um fenômeno amplo e ainda pouco estudado entre nós”, afirma Ferreira Jr.

O evento, que encerra a Série História do Brasil, será realizado na sede da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, em São Paulo. Os ingressos custam R$ 100 e estão disponíveis pelo Sympla. A instituição fica na Avenida Morumbi, 4077, e funciona de terça a domingo, das 10h às 17h30, com serviço de valet no local. Para mais informações, o público pode acessar o site oficial da Fundação.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.