Coreia do Norte testa novas tecnologias destrutivas
A mídia estatal da Coreia do Norte divulgou nesta semana o lançamento de ogivas nucleares equipadas com bombas de fragmentação e armas eletromagnéticas

Nesta quinta-feira, 9, a mídia estatal da Coreia do Norte, KCNA (Korean Central News Agency), divulgou os testes de mísseis balísticos equipados com bombas de fragmentação e armas capazes de afetar o campo eletromagnético de tecnologias inimigas.
Conforme a Academia de Ciências da Defesa e a Administração de Mísseis também foram realizados testes de bombas de fibra de carbono e de sistemas móveis de mísseis antiaéreos.
Novas tempos, novas armas
Vale a pena antes entender o motivo do surgimento dessas novas armas. Aparentemente uma arma que afeta o campo eletromagnético não é muito fatal, mas tem a capacidade de desnortear os aparelhos eletrônicos dos inimigos.
Vale destacar que helicópteros, drones e muitos dos tanques de hoje são automatizados para funcionar via raios invisíveis, infravermelho, ondas eletromagnéticas entre outras. Ou seja, se houver uma onda eletromagnética forte o suficiente para balançar esse sistema, já seria possível derrubar aeronaves inteiras.
Já as bombas de fibra de carbono possuem função parecida, além de serem de mais fácil transporte, são conhecidas por frequentemente afetarem a rede elétrica local. Dessa forma, é possível compreender o porquê de Kim Jong Sik, general que supervisionou os testes, dizer que essas eram “ativos especiais” para a Coreia do Norte.
Os motivos do teste
Conforme a UOL, especialistas das relações internacionais apontaram para testes como demonstração pública de poder. Podendo significar tanto uma aparição intimidadora para inimigos, quanto valorizadora para aliados.
Dessa forma, ao apresentar domínio e posse de materiais de destruição de altíssima tecnologia, o país de Kim Jong-un, consegue se reafirmar internacionalmente. Possivelmente essa é uma apresentação para a China, parceira comercial da Coreia do Norte, uma vez que o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pretende visitar o país durante dois dias em breve.
Além dessa visita marcada, há especulações sobre a volta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Estado norte-coreano. Segundo os boatos, o presidente aproveitaria a visita à China em maio para fazer um leve desvio e revisitar a região.
*Sob supervisão de Éric Moreira