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Cientistas descobrem novos 24 animais que vivem a 3.000 metros da superfície

Novo estudo aponta para o descobrimento de nova superfamília com 24 espécies de crustáceos descobertos na região abissal do Oceano Pacífico

Colagem com as 24 novas espécies de anfípodes identificadas na zona de Clarion, Clipperton. - Créditos: © National Oceanography Centre, Southampton © National Oceanography Centre, Southampton

Estudos recentes na região abissal do Oceano Pacífico apontaram para a descoberta de mais 24 formas de vida. Os pequenos crustáceos, recém descobertos, da zona de Clarion-Clipperton, entre o México e o Havaí, foram encontrados há mais de 3.000 metros de profundidade.

Ainda, os seres apesar de conviverem com o breu total, característico da profundidade, ao serem expostos à luz néon do microscópio adquirem cores laranja e verde vívidos.

Superfamília

Conforme as pesquisadoras envolvidas, as espécies localizadas mais do que crustáceos parentes dos pulgões de areia ou pulgões de alga, pertencem à um grupo próprio.

Ou seja, devido suas vantagens evolutivas e adaptação para a vida sob tamanha pressão, o grupo descoberto caracteriza um verdadeiro novo grupo de espécies

Desse modo para cientista britânica Tammy Horton e pela pesquisadora polonesa Anna Jażdżewska e suas equipes, recaiu a responsabilidade de nomear todas essas espécies.

Em homenagem as duas pesquisadoras chefe do estudo, Horton e Jażdżewska, o grupo nomeou duas das espécies de Byblis hortonae e Byblisoides jazdzewskae. Porém, a homenagem maior, foi para a filha de Horton, Maisie, que deu nome à nova superfamília, Mirabestia maisie.

Nomear uma espécie é mais do que fazer homenagens, é como dar a elas um “passaporte para viver” como bem pontuou Jażdżewska. Permite que as pessoas e os decisores políticos pensem numa espécie como a entidade viva que é.

Situação crítica

De todo modo, há uma profunda preocupação com essas descobertas. Primeiramente, segundo o canal UOL, é possível destacar que esses seres que não passam de 1 centímetro não têm muitos métodos de defesa contra seres maiores que eles, uma vez que vivem em uma região inóspita.

Mas, em segundo ponto, o que mais preocupa as entidades científicas são as recentes concessões e falas abertas de Donald Trump sobre a região. O político alterou a legislação dos Estados Unidos sobre mineração em águas profundas, possível acelerador do processo de exploração da área.

Conforme o site Natural Link, o solo dessa região é ricos em metais raros base para a produção de baterias, está ameaçado pela ganância de entidades privadas.

Portanto, é possível que com os avanços da exploração material desse solo, centenas se não milhares de espécies deixem de existir antes mesmo de serem descobertas.


  • Sob supervisão de Giovanna Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: