Empresa aposta em “ovo” artificial para reviver espécies extintas
Tecnologia anunciada por Startup promete recriar aves extintas, mas proposta ainda gera dúvidas científicas

Uma empresa de biotecnologia afirmou estar desenvolvendo uma tecnologia capaz de ajudar na “ressureição” de espécies extintas por meio do chamado “ovo artificial”. A proposta foi apresentada pela Colossal Biosciences, startup dos Estados Unidos, e ganhou repercussão após esclarecer suas ideias.
A tecnologia ainda está em fase experimental e, até o momento, não produziu nenhum animal extinto. Mesmo assim, o anúncio chamou atenção por envolver uma das áreas mais controversas da biotecnologia moderna: a possibilidade de recriar organismos desaparecidos a partir de edição genética.
Proposta divide a comunidade científica
O projeto envolve a criação de um “ovo artificial” desenvolvido com tecnologia de impressão 3D, estrutura que serviria como ambiente para o desenvolvimento de embriões de aves.
Segundo a reportagem, a proposta busca reproduzir condições biológicas semelhantes ás encontradas em ovos naturais, permitindo o crescimento de células germinativas, modificadas geneticamente.
De acordo com a Galileu, uma das principais atividades do projeto está na própria complexidade biológica da reprodução de aves.
Diferente de mamíferos, cujo desenvolvimento embrionário pode ocorrer em laboratório em determinadas condições, aves dependem de processo extremamente delicadas relacionadas à formação do ovo e ao desenvolvimento interno do embrião.
A própria Galileu destaca que parte da comunidade científica também questiona até que ponto animais produzidos por engenharia genética poderiam ser considerados representantes fiéis de espécies extintas.
Em muitos casos, os organismos gerados carregariam apenas características semelhantes às dos animais originais, sem reproduzir integralmente sua composição genética e sobre o uso de recursos científicos em projetos de “dexestinção” enquanto diversas espécies atuais seguem ameaçadas de desaparecer.
A proposta do “ovo artificial” também evidencia como tecnologias de engenharia genética vem sendo cada vez mais associados a projetos de conservação e manipulação biológica.
Mas apesar do interesse crescente, a recriação completa de espécies extintas ainda enfrenta desafios técnicos e científicos significativos, especialmente pela dificuldade de reproduzir integralmente organismos desaparecidos.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes