Charles III é contra ideia de volta pela metade do príncipe Harry à realeza
Rei Charles III estaria inflexível quanto à possibilidade de reabertura das portas da realeza para o filho mais novo

O rei Charles III tomou uma decisão firme ao vetar as tentativas de seu filho mais novo, o príncipe Harry, de retornar à família real britânica em um papel “parcial”. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Daily Mail, que detalhou a posição do monarca em relação ao desejo do príncipe de se reintegrar à realeza.
Fontes próximas ao rei afirmam que Charles III compartilha a mesma visão de sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II, sobre a questão da participação de membros da realeza que optaram por renunciar a suas funções. “Não pode haver membros ativos da realeza ‘meio dentro, meio fora'”, teria declarado uma fonte anônima sobre o posicionamento do rei. Essa mesma crença parece ser apoiada pelo príncipe William, o herdeiro direto ao trono britânico.
Conforme destacou o portal Monet, o príncipe Harry e sua esposa, a duquesa Meghan Markle, deixaram seus deveres reais em janeiro de 2020 e atualmente residem em Montecito, Califórnia, com seus filhos Archie e Lilibet.
No dia 10 de setembro, Harry teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com o pai pela primeira vez em 19 meses durante uma visita ao Reino Unido para compromissos profissionais. O encontro ocorreu na residência do rei nos terrenos do Palácio de Windsor e durou aproximadamente 54 minutos; no entanto, o irmão do príncipe não esteve presente.
Relacionamento entre irmãos
Segundo informações da imprensa britânica, o relacionamento entre Harry e William permanece tenso desde o fim de 2022, com as últimas interações entre eles ocorrendo no funeral da avó, rainha Elizabeth II.
A reportagem do Daily Mail destaca que Charles III demonstrou afeto ao reencontrar Harry após quase dois anos, mas permanece inflexível quanto à possibilidade de reabertura das portas da realeza para seu filho. “O rei é uma pessoa capaz de perdoar, mas ele foi absolutamente claro ao manter a decisão de sua falecida mãe de que não pode haver membros ativos da realeza ‘meio dentro, meio fora'”, relatou uma fonte próxima.
A mesma fonte criticou a suposição de que o encontro poderia sinalizar um primeiro passo para o retorno do príncipe à realeza: “Quem quer que esteja por trás dessa crença deles [Harry e Markle] confundiu um chá com um pedaço de bolo com o Tratado de Versalhes [acordo de paz que formalizou o fim da Primeira Guerra Mundial]”. Outra fonte próximo à família real corroborou essa perspectiva, indicando que as “crenças confusas” do casal são a razão pela qual a reaproximação está sendo tratada com cautela. Se a intenção for construir confiança e restaurar laços familiares, os resultados têm sido opostos.
Nos últimos anos, Harry e Meghan não hesitaram em criticar publicamente a família real britânica. Meghan chegou a acusar um membro não revelado da realeza de ter feito comentários racistas antes do nascimento de Archie. Além disso, no livro de memórias intitulado ‘O Que Sobra’, Harry acusou seu irmão William de agredi-lo durante uma discussão relacionada à sua esposa e insinuou que Camilla, rainha consorte e esposa de seu pai, frequentemente vazava informações privadas para a mídia britânica.