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CEO de empresa sul-coreana é condenado por incêndio que matou trabalhadores

CEO de empresa do setor de baterias de lítio foi condenado a 15 anos de prisão por incêndio que resultou na morte de 23 pessoas

Início do incêndio em fábrica na Coreia do Sul - Crédito: Divulgação/Redes sociais

O CEO da Aricell, uma empresa sul-coreana do setor de baterias de lítio, Park Soon Kwan, foi sentenciado a 15 anos de prisão nesta terça-feira, em decorrência de sua responsabilidade no incêndio que resultou na morte de 23 pessoas em uma de suas fábricas. A decisão foi proferida pelo tribunal distrital de Suwon, que destacou a negligência da empresa em priorizar os lucros em detrimento da segurança dos trabalhadores.

O trágico incidente ocorreu em junho do ano passado e se configurou como um dos piores desastres industriais na Coreia do Sul nos últimos tempos. Entre as vítimas estavam vários cidadãos chineses.

De acordo informações da AFP, Park Soon Kwan foi considerado culpado por violar a Lei de Penalidades para Acidentes Graves e a Lei de Segurança e Saúde Industrial. O tribunal identificou que um dos fatores determinantes para a alta fatalidade foi a localização inadequada da rota de saída de emergência, que se encontrava em uma área normalmente restrita para trabalhadores terceirizados, o que dificultou a evacuação durante o incêndio.

Outra condenação

Além do CEO, seu filho, que ocupa o cargo de gerente-geral na Aricell, também foi condenado à mesma pena de 15 anos de prisão e multado em 1 milhão de wons, equivalente a cerca de R$ 3,8 mil.

A corte enfatizou que “este incêndio não pode ser classificado como um evento imprevisível; ao contrário, tratou-se de um desastre que poderia ter sido evitado”. Durante a audiência final realizada em julho, Park pediu desculpas às famílias das vítimas do incêndio.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.