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Catedral de Notre-Dame celebra primeiro casamento em 30 anos

Martin Lorentz, um dos artesãos que trabalharam na restauração após o incêndio de 2019, recebeu permissão especial para se casar no templo

Catedral de Notre Dame - Getty Images

A Catedral de Notre-Dame, em Paris, voltou a celebrar o amor de forma simbólica e histórica. No dia 25 de outubro, o icônico monumento francês sediou seu primeiro casamento em três décadas — o de Martin Lorentz, carpinteiro que dedicou três anos à reconstrução da igreja após o devastador incêndio de abril de 2019. A cerimônia, autorizada de forma excepcional pelo arcebispo de Paris, Laurent Ulrich, reuniu cerca de 500 convidados entre familiares, amigos e colegas de ofício.

Lorentz, profundamente envolvido nas obras de restauração que devolveram vida à estrutura gótica, recebeu a permissão especial por sua contribuição à reconstrução da catedral, que foi reaberta ao público em dezembro de 2024. Desde 1995, Notre-Dame não sediava cerimônias privadas, já que, por não ser uma igreja paroquial, qualquer casamento em seu interior depende de autorização direta do arcebispo.

Durante a cerimônia, o arcipreste de Notre-Dame, Monsenhor Olivier Ribadeau Dumas, destacou a ligação única de Lorentz com o templo: “Jade e Martin, sejam bem-vindos a esta catedral. Martin, você a conhece bem — você a conhece lá de cima”.

A celebração foi marcada por uma atmosfera luminosa, com o interior da catedral tomado por velas, estátuas e a presença de colegas carpinteiros, muitos dos quais levaram seus machados como símbolo de homenagem ao trabalho coletivo.

Emocionante

Emocionado, o noivo expressou sua gratidão em entrevista à rádio France Info: “Quero compartilhar meu amor, nosso amor, com o mundo inteiro, com todos que precisam dele. Só quero dizer que este é o dia mais lindo da minha vida”.

Companheiros de equipe também demonstraram orgulho e emoção. “É incrível ver isso acontecer”, disse um deles, enquanto outro resumiu o sentimento do grupo: “Foi um momento maravilhoso terminar assim, casar na nossa catedral, que é um pouco como um lar para nós”.

Com este gesto, segundo o ‘PEOPLE’, Notre-Dame não apenas revive uma tradição interrompida há 30 anos, mas também simboliza a união entre a fé, o amor e a reconstrução — um novo capítulo na história de um dos monumentos mais amados do mundo.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli