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Caso Madeleine McCann: principal suspeito não consegue dormir após deixar prisão

Segundo jornal, o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann "tem certeza de que vão tentar matá-lo"

Christian Brückner e Madeleine McCann
Christian Brückner e Madeleine McCann - Interpol e Arquivo Pessoal

Christian Brueckner, o principal suspeito no caso do desaparecimento da menina Madeleine McCann, enfrenta dificuldades para dormir desde que foi liberado da prisão. Segundo uma reportagem do jornalista inglês Rob Hyde, publicada no jornal britânico The Times e repercutida pela revista OK Magazine, ele vive em constante temor de ser assassinado.

Brueckner, que cumpriu pena por ter cometido um estupro contra uma mulher de 72 anos em um resort onde Madeleine desapareceu em 2007, foi solto recentemente pelas autoridades alemãs. Apesar das investigações que o ligam ao caso McCann, as forças policiais ainda não conseguiram reunir provas suficientes para formalizar uma acusação contra ele.

A reportagem destaca que as autoridades alemãs enfrentam desafios para garantir a segurança do ex-detento. Hyde informa que Brueckner tem sido obrigado a mudar de residência frequentemente devido ao risco à sua vida: “Ele é forçado a se mudar constantemente tendo em vista sua segurança”, relatou o jornalista.

Brueckner, por sua vez, expressou sua certeza de que sua vida está em perigo. Os temores do suspeito foram amplificados por sua paranoia, resultado de um longo período em confinamento solitário: “Ele passou mais dois anos em confinamento em uma solitária, ele já expressou mais de uma vez como acha difícil organizar seus pensamentos”, acrescentou Rob Hyde, segundo informações do portal Monet.

O caso

O desaparecimento de Madeleine McCann ocorreu em 3 de maio de 2007, na vila de Praia da Luz, em Portugal, quando a menina britânica, então com três anos, sumiu do quarto onde dormia com os irmãos enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo. O caso rapidamente ganhou repercussão mundial.

Christian Brueckner, principal suspeito apontado pela promotoria alemã desde 2020, foi libertado da prisão em setembro. Condenado por estupro em outro caso, o alemão de 48 anos nunca foi formalmente acusado pelo desaparecimento de Madeleine, mas continua no centro das investigações.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.