Caso Epstein: EUA se preparam para divulgar novos arquivos
Documentos de Epstein estavam temporariamente fora do ar e incluem acusações envolvendo Donald Trump

Autoridades dos Estados Unidos planejam divulgar quase 50 mil documentos adicionais relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, que haviam sido retirados temporariamente de um portal público para revisão. O novo lote de arquivos faz parte de um processo de transparência iniciado após a aprovação de uma lei que determinou a divulgação de todos os registros governamentais ligados ao caso.
O caso ganhou nova repercussão porque alguns desses documentos incluem alegações não comprovadas envolvendo o presidente Donald Trump, que manteve uma relação social com Epstein nos anos 1990 e início dos anos 2000. Trump nega qualquer irregularidade e afirma que os arquivos já divulgados mostram que ele foi “totalmente inocentado”.
Epstein e Trump
Os documentos que devem ser publicados incluem resumos de entrevistas conduzidas pelo FBI, entre elas depoimentos de uma mulher que afirmou ter sido apresentada a Trump por Epstein na década de 1980. As acusações fazem parte de registros investigativos, mas não há confirmação de que tenham sido consideradas verdadeiras ou comprovadas pelas autoridades.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), cerca de 47.600 arquivos ficaram temporariamente offline para revisão e redação de informações sensíveis, como dados pessoais de vítimas. O governo afirma que nenhum documento foi apagado e que os arquivos serão republicados após a análise necessária.
A demora na divulgação provocou críticas no Congresso. Parlamentares questionam por que milhares de documentos ainda não haviam sido disponibilizados, apesar da lei que exige a publicação completa dos registros do caso Epstein. Um comitê da Câmara chegou a votar pela convocação da procuradora-geral para explicar o processo de liberação dos arquivos.