Cachorro ‘rouba’ a cena e afeta cronômetro do Brasil no esqui cross-country
Chamado de Nazgûl, o cachorro foi confundido com atleta pelo sensor da prova; erro foi corrigido e dupla brasileira encerrou participação no 21º lugar

Nesta quarta-feira, 18, um cachorro chamou a atenção ao cruzar a linha de chegada da prova de esqui cross-country nas Olimpíadas de Inverno. O fato chamou a atenção por ser exatamente no momento em que Eduarda Ribera, que representava o Brasil ao lado de Bruna Moura, terminava de concluir sua descida.
No momento em que o episódio aconteceu, o tempo foi contabilizado para a brasileira. Mas, após isso, o resultado foi corrigido e as atletas terminaram na 21ª colocação, fora da zona de classificação para a final.
Sensor enganado
De acordo com informações repercutidas pelo Globo Esporte, quando o cachorro cruzou a linha de chegada, o tempo contabilizado para Duda a colocou com o 12º melhor tempo. Nesse cenário, o Brasil teria subido 14 posições em relação à expectativa para a prova.
No entanto, a organização revisou a posição assim que a descida acabou e confirmou que o sensor confundiu o cachorro com um atleta. A prova aconteceu em Tesero, na Itália, e a revisão das imagens foi fundamental para desfazer o mal-entendido técnico.
Segundo eles, na verdade, Duda terminou na 24ª posição e completou o percurso de 1,5 km em 3min55s66.
Nazgûl e o recorde
Um correspondente do sportv 2 investigou a situação com moradores locais e informou que o cachorro se chama Nazgûl, em referência a um personagem dos livros e filmes “O Senhor dos Anéis”, e mora nas redondezas da pista.
E um cachorro que entrou no meio da pista na quali do sprint por equipes?
Ele cruzou a linha de chegada e mostraram até o photo finish dele hahaha pic.twitter.com/wnbvT6Bp0q
— Os Olímpicos 🇧🇷 (@osolimpicos) February 18, 2026
Apesar de o Brasil ter acabado na 21ª colocação e não ter se classificado para a final, Bruna Moura conseguiu, na segunda rodada, a marca individual de 3min41s60. Esse é o melhor tempo do país em uma prova por equipe na modalidade em toda a história dos Jogos.
Para a final, 15 duplas de 26 avançaram após as duas voltas, sendo uma para cada integrante da equipe. Mesmo com a eliminação, o resultado mostra uma evolução importante do Brasil na neve.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli