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Caçador de 75 anos morre pisoteado por manada de elefantes

Caçador norte-americano morreu no último dia 18, após ser atacado por uma manada de elefantes-da-floresta-africanos durante uma caçada no interior do Gabão

Ernie Dosio - Crédito: Divulgação/bobbyhansensafaris.com

Um caçador norte-americano de 75 anos de idade morreu após ser atacado por uma manada de elefante-da-floresta-africano no interior do Gabão. O caso ocorreu em 18 de abril e foi confirmado pela empresa de safáris Collect Africa, responsável pela expedição.

O homem, identificado como Ernie Dosio, participava de uma caçada a um antílope raro quando encontrou cinco elefantes em meio à vegetação densa. Ele estava acompanhado de um guia profissional e portava uma espingarda no momento do ataque.

Segundo relatos, a dupla avançava por uma área de vegetação baixa quando, sem perceber, entrou na zona ocupada pela manada. O grupo de animais, composto por fêmeas com filhotes, reagiu ao se sentir ameaçado. Como destacou o portal O Globo, o primeiro atingido teria sido o guia, que acabou sendo arremessado e perdendo o rifle. Em seguida, Dosio foi alcançado e pisoteado. Testemunhos indicam que os elefantes estavam camuflados e surgiram de forma repentina.

A fonte complementa que o Gabão abriga uma das maiores populações de elefantes-da-floresta do mundo. São cerca de 50 mil indivíduos, aproximadamente 60% do total remanescente da espécie. Esses animais podem pesar até quatro toneladas e atingir velocidades de até 40 km/h, sendo conhecidos por sua força e comportamento defensivo, especialmente quando estão com filhotes.

Na ocasião, Dosio tentava abater um duiker-de-dorso-amarelo, um antílope raro, como parte de sua coleção de troféus de caça. Ao longo da vida, ele participou de expedições envolvendo espécies consideradas perigosas, como leões, búfalos e os próprios elefantes. O corpo será repatriado para o estado da Califórnia, com apoio da embaixada norte-americana no país africano.

Homenagens

A morte do caçador gerou comoção entre amigos e conhecidos. Em nota, Tommy Whitman, secretário da Loja Maçônica de Lodi, lamentou a perda e destacou que Dosio era conhecido por ajudar veteranos de guerra, pessoas com deficiência e crianças em situação de vulnerabilidade, sem buscar reconhecimento público. Amigos também o descreveram como uma pessoa discreta. “Era um homem simples, que gostava de caçar e cozinhar”, afirmou um conhecido da família.

O episódio não é isolado. Em agosto do ano passado, o caçador Asher Watkins morreu na África do Sul após ser atacado por um búfalo-do-cabo durante uma caçada. Conhecido entre caçadores como “Morte Negra”, o animal atingiu a vítima com os chifres em um ataque surpresa. Segundo paramédicos, Watkins sofreu ferimentos graves no abdômen e nas costelas, falecendo antes mesmo de chegar ao hospital.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.