Brasileira vítima de Jeffrey Epstein expõe fragilidade de abusos
Em depoimento ao Fantástico, mulher conta as consequências psicológicas de ter sido explorada sexualmente por Jeffrey Epstein

Em entrevista ao programa Fantástico, da Globo, no último domingo, 28, uma brasileira que se apresenta como vítima de Jeffrey Epstein revelou o impacto profundo que o abuso sexual deixou em sua vida. Segundo ela, uma das marcas mais dolorosas foi “perder a noção do que era certo ou errado” — consequência da manipulação e do trauma vivenciado.
Ela relatou que, ao longo do tempo de abuso, foi levada a acreditar que as situações às quais era submetida eram de alguma forma normais ou inevitáveis. Essa dissonância moral causada pelo controle que Jeffrey Epstein e seus associados exerciam gerou confusão interna e um vazio de identidade. “Você acredita que aquilo é sua culpa, mesmo sabendo que não deveria”, disse a brasileira.
Abusos de Jeffrey Epstein
Outro ponto abordado foi o longo processo de reconstrução emocional. Ela contou que ainda luta com sentimentos de vergonha, culpa e isolamento — emoções comuns em quem sofreu abusos desse tipo. A ansiedade do julgamento social e o medo de não ser acreditada ou de ser culpabilizada também pesam no dia a dia.
No relato, ela falou que demorou para buscar ajuda, tanto por medo quanto por insegurança: “Você duvida até de si mesma; acha que pode estar exagerando”. O depoimento demonstra como vítimas de exploração sexual muitas vezes enfrentam barreiras internas e externas para denunciar e romper o silêncio.
A entrevistada também ressaltou a importância de redes de apoio — seja familiar, psicológica ou institucional — para quem passa por traumas dessa magnitude. Ela disse que somente com acolhimento e escuta é possível começar a reparar o dano: “Sem alguém que escute sem julgar, você se perde ainda mais”.
Embora não tenha detalhado datas ou locais específicos para preservar sua privacidade e segurança, a brasileira deixou claro que seu objetivo ao expor o relato é alertar outras pessoas e incentivar vítimas a buscar ajuda. Sua história reforça como o sistema de poder e impunidade que circundava Epstein permitiu que muitos traumas fossem silenciados.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli