Brasileira é condenada a dois anos e meio de prisão no Camboja
Arquiteta de 35 anos afirma ter sido vítima de tráfico humano após ter sido acusada de traficar drogas no Camboja

Daniela Marys de Oliveira, brasileira de 35 anos, foi condenada na tarde da última quarta-feira, 12, a dois anos e seis meses de prisão por uso e posse de drogas pelo Tribunal de Justiça do Camboja. A defesa tem prazo de 30 dias para recorrer da decisão.
Formada em arquitetura pela UFMG, Daniela mudou-se para o país no início de 2025, atraída por uma vaga para trabalhar com telemarketing. De acordo com a família, ela teria sido alvo de um esquema de tráfico humano: após recusar participação em golpes pela internet, foi levada a um local isolado, teve drogas plantadas em seu quarto e, no momento da prisão, alega-se que o passaporte havia sido retido.
Prisão no Camboja
Durante o julgamento, a acusada não dispunha de intérprete oficial, segundo relatos familiares, o que comprometeu a compreensão do processo. A decisão da corte estrangeira foi comunicada às redes familiares no Brasil, e o Ministério das Relações Exteriores informou que está prestando assistência consular, em conformidade com o protocolo brasileiro de atendimento a vítimas de tráfico internacional de pessoas.
O caso levanta questões sobre a vulnerabilidade de trabalhadores internacionais diante de contratos falsos, deslocamento para o exterior e criminalização em países com marcos jurídicos e direitos humanos distintos. A família da condenada informa estar mobilizada com assessoria jurídica e acompanhamento institucional para assegurar os direitos da brasileira detida no Camboja.