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Brasileira desaparecida tem Corpo encontrado no Canadá

Leticia Alves de Oliveira estava desaparecida há dois anos e falou com a família pela última quando ainda estava nos Estados Unidos

Letícia Alves de Oliveira - Créditos: Arquivo pessoal/Frederico Alves de Oliveira

O corpo de Letícia Alves de Oliveira foi encontrado em uma floresta no Canadá dois anos após seu desaparecimento. Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. O último contato que a família teve com ela foi em 2023, por conversas em redes sociais, informou um familiar entrevistado pelo G1.

De acordo com informações da ONG Unidentified Human Remains Canada, alguns caçadores encontraram o corpo da vítima em uma floresta em Quebec, Canadá, em abril de 2024. “A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental”, diz texto publicado nesta semana e repercutido no G1.

As autoridades canadenses cruzaram o DNA do corpo encontrado na floresta com amostras genéticas de Letícia e assim foi possível confirmar a identidade do corpo. A família ficou ciente da confirmação na última quinta-feira, 26.

Desaparecida

Formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Letícia havia iniciado o processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, no ano de 2023.

A última vez que a família teve informações sobre a desaparecida foi em dezembro de 2023. Entretanto, seu irmão contou que a amostra de DNA usada para identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos quando ficou detida entre janeiro e abril de 2024.

Letícia tem uma filha, hoje com 12 anos, e elas costumavam se falar frequentemente pelo telefone quando ela estava fora do país.

O irmão da vítima também relatou que as contas de redes sociais de Letícia foram apagadas gradualmente e a sua conta do Facebook deletada no início de 2024.

Frederico contou ao G1 que a Polícia Federal tinha arquivado o caso da irmã e que se passaram anos de angústia desde o seu desaparecimento “As autoridades não escutaram nosso grito de socorro”.

Segundo seu irmão, Letícia sonhava alto e queria terminar seus doutorados. “Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em um mundo menos intolerante[…] Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora, meu sentimento é de profunda escuridão”, completou. 

Em seus últimos dias de vida ela interrompeu os estudos no ITA para se dedicar à igreja e em ações missionárias. 

Ainda não se tem informações sobre o translado do corpo de Letícia para o Brasil.