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Banhista encontra rara criatura em praia na Escócia

Descoberta de rara espécie marinha se deu no último dia 30, na praia escocesa de Collieston, localizada em Aberdeenshire

Criatura bizarra e rara foi encontrada por banhista em praia na Escócia - Crédito: Divulgação/redes sociais

Em uma intrigante descoberta na praia de Collieston, localizada em Aberdeenshire, Escócia, um banhista se deparou com uma criatura marinha incomum no dia 30 de novembro. O achado inusitado deixou tanto o visitante quanto especialistas em biologia marinha surpresos.

Segundo Catriona Reid, gerente da Reserva Natural Nacional de Forvie, a ocorrência foi inesperada. “Era algo que nunca tínhamos visto”, afirmou em entrevista à BBC.

De acordo com informações do portal Extra, o banhista rapidamente alertou os funcionários da reserva sobre o que descreveu como uma “aberração marinha”. A criatura apresentava ventosas de tamanho considerável, muito maiores do que as do polvo-enrolado comum. Em resposta ao alerta, biólogos se dirigiram ao local para investigar a situação.

Após coletar imagens da espécie enigmática e enviá-las para várias instituições, incluindo o departamento de zoologia da Universidade de Aberdeen, os cientistas conseguiram identificá-la. Tratava-se de um polvo-de-sete-braços.

Sobre a espécie

Conhecido também como polvo-bolha ou septópode, essa espécie é uma das maiores do mundo dos polvos, podendo atingir impressionantes 3,35 metros de comprimento, conforme informações do Livescience. Esses moluscos habitam águas profundas, geralmente a mais de 500 metros abaixo da superfície do mar.

A raridade dessa espécie é notável; nos últimos 40 anos, apenas quatro indivíduos foram avistados vivos. Um desses avistamentos se deu em 2017. A ocasião possibilitou a descoberta de que esses animais se alimentam principalmente de organismos gelatinosos e têm a capacidade de utilizar os ferrões de suas presas como ferramentas para caçar. Novas gravações feitas pela equipe de pesquisadores do Aquário e Instituto de Pesquisa da Baía de Monterey (MBARI) recentemente corroboram essa hipótese e mostram o cefalópode segurando firmemente sua presa enquanto navega pelas águas profundas na costa dos EUA.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.