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Autoridades britânicas convocam população a relatar casos de tráfico humano e abuso

Autoridades solicitaram que possíveis testemunhas se apresentem após a divulgação de acusações de tráfico humano e agressões sexuais que aparecem nos chamados "arquivos Epstein"

Jeffrey Epstein - Crédito: Getty Images

A polícia do condado de Surrey, no sudeste da Inglaterra, pediu recentemente que possíveis testemunhas se apresentem após a divulgação de acusações de tráfico humano e agressões sexuais que remontam a 1994 e que aparecem nos chamados “arquivos Epstein“.

Em comunicado, a corporação informou que analisa denúncias envolvendo tráfico de pessoas e abusos contra uma menor de idade ocorridos entre 1994 e 1996 em Virginia Water, na mesma região.

Censura em relatório

De acordo com a polícia local, a investigação foi aberta depois que a instituição tomou conhecimento de um relatório parcialmente censurado, incluído em um conjunto de documentos divulgado em dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“Depois de revisar nossos sistemas com base nas informações limitadas disponíveis, não encontramos evidências de que essas alegações tenham sido relatadas à polícia. Portanto, encorajamos qualquer pessoa com informações relacionadas a essas acusações a nos comunicar por meio de nosso site ou pelo telefone 101”, disse a instituição, segundo informações do portal GLOBO.

“Levamos a sério todas as denúncias de abuso infantil e sexual e, assim como em qualquer outro caso, caso novas informações relevantes sejam trazidas à nossa atenção, incluindo qualquer dado resultante da divulgação de materiais nos Estados Unidos, iremos avaliá-las”, acrescentaram as autoridades.

A polícia também destacou que irá colaborar com outras forças policiais do Reino Unido que analisam novas denúncias relacionadas ao financista Jeffrey Epstein, após a divulgação de cerca de dois milhões de documentos pelo governo americano no mês passado. Epstein foi encontrado morto em sua cela no dia 10 de agosto de 2019, enquanto estava detido no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, aguardando julgamento por acusações de conspiração e tráfico sexual.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.