Ataques dos EUA e Israel danificam 120 patrimônios históricos no Irã
Autoridades do Irã relatam que ataques recentes atingiram 120 patrimônios culturais, incluindo locais da Unesco, causando grave crise no turismo

A escalada das tensões militares no Oriente Médio começou a gerar consequências devastadoras para o patrimônio cultural do território iraniano. Segundo os relatos das autoridades locais, as ofensivas recentes deixaram de focar exclusivamente em alvos estratégicos e passaram a atingir bens de inestimável valor histórico.
Desde o final de fevereiro, mais de 120 museus e edifícios milenares sofreram danos estruturais significativos devido aos ataques, que são diretamente atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel.
O risco aos patrimônios da Unesco
De acordo com informações do jornal O Globo, detalhes sobre a destruição foram inicialmente confirmadas por Seyyed Ahmad Alavi, que atua como integrante do Conselho Municipal de Teerã e responde pelo comitê de turismo.
Segundo as declarações de Alavi, os relatórios internacionais e as recentes inspeções de campo revelam uma situação profundamente alarmante para a conservação da memória da região. Além disso, o conselheiro destacou que os prejuízos englobam tanto monumentos de registro nacional quanto sítios que possuem o rigoroso reconhecimento de preservação da Unesco.
Nesse contexto de avarias contínuas, a capital do país concentra uma parcela expressiva das perdas patrimoniais documentadas até o momento. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, 43 das estruturas danificadas estão localizadas apenas em Teerã, englobando complexos de relevância global, como o icônico Palácio Golestan.
Diante desta realidade crítica, Alavi denunciou o ocorrido como uma infração severa às proteções de bens culturais e cobrou, de forma veemente, uma resposta imediata das organizações internacionais.
Prejuízos econômicos na região
Além do impacto cultural irreparável, a continuidade do conflito tem gerado consequências financeiras profundas para o setor de serviços e de viagens. Em virtude do clima de insegurança extrema, o fluxo de turistas internacionais sofreu uma redução drástica, afetando não somente o Irã, mas todo o entorno geográfico.
Conforme os números do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, levantados por Alavi, o prejuízo diário no Oriente Médio já atinge a marca aproximada de 600 milhões de dólares.
Essa brusca queda na visitação estrangeira provoca um forte abalo na manutenção de empregos e na distribuição de renda regional. Consequentemente, a percepção de perigo iminente se irradia velozmente pelos países fronteiriços, afastando investidores e visitantes de maneira generalizada.
Dessa forma, a crise atual ultrapassa o escopo puramente bélico e compromete, de forma direta e contínua, a estabilidade econômica de diversas nações.
*Sob supervisão de Éric Moreira