Arqueólogos alemães encontram assentamentos do final do Império Romano
Em uma região de extração mineral, arqueólogos alemães encontraram casas e abrigos tecelões do século 3 a 5 d. C., que revelam vida comum no Império Romano

Desde dezembro de 2025 até abril deste ano, o Escritório Estadual de Arqueologia da Saxônia escavou cerca de 3.200 metros quadrados em uma região próxima à extração de pedregulhos e cascalho. Em uma dessas investigações, assentamentos do final do Império Romano foram encontrados.
Localizado na região rural e datado do século 3 a 5 depois de Cristo, os assentamentos dão informações sobre a vida cotidiana durante o período conturbado Romano.
Assim, foram encontradas quatro assentamentos externos e 3 com áreas subterrâneas. Ainda, em uma das casas, resquícios de produção tecelã podem contar mais sobre as roupas romanas da zona rural.
As descobertas arqueológicas
Em Liebersee, parte de Belgern-Schildau, na Saxônia, Alemanha, local que a extração de cascalho está se expandindo, os arqueólogos estão realizando estudos preventivos. Ou seja, estudam uma região antes que ela seja afetada por modificações no terreno de extrações, construções públicas e etc.
Dessa forma, por volta de 3.200 metros quadrados foram explorados e estudados. Nessa região, que atrai assentamentos humanos há séculos, por suas terras férteis e fontes de águas, os arqueólogos descobriram vestígios da vida rural no final do Império Romano.
Inclusive, dentre os assentamentos, haviam 4 construídos com fileiras de postes de madeira e 3 casas menores cavadas parcialmente abaixo do solo. Nesse sentido, as externas tinham por volta de 10 metros quadrados, enquanto que as construídas nas fossas tinham entre 7 e 12 metros quadrados.
Desse modo, os assentamentos não eram apenas eram dormitórios, mas também serviam de abrigo para os animais, áreas para armazenamento, edifícios de serviço público e centros de tecelagem.
Tecelagem, agricultura e história
Conforme o jornal Medien Service, os arqueólogos encontraram cerca de 30 pesos de tear de argila, instrumentos, arredondados e achatados, utilizados para manter a tensão dos fios durante a tecelagem.
Ainda, resquícios de ferramentas utilizadas para tratar o fio de lã podem indicar corroborar para as interpretações de que esse era o principal material dos vestimentos das áreas rurais do Império Romano.
Contudo, ainda custa aos historiadores entender uma conta de vidro escuro decorada com linhas pálidas. Posto que, até então, era comumente encontrada apenas em túmulos de mulheres do século 4 e depois de Cristo.
Outros resquícios contam a história de uma comunidade agrícola auto-suficiente, mas que ainda fazia comércio com o exterior. Possivelmente a vila foi abandonada após um incêndio, que deixou suas marcas no solo de argila das casas. Porém, há a possibilidade de outros terem vivido nessas casas após a queima, repercute o Archaeology News.
De qualquer forma, os assentamentos do final do Império Romano ainda estão sendo estudados mais profundamente e podem revelar muito mais sobre a vida longe dos grandes centros de Roma.
*Sob supervisão de Éric Moreira